Inspetor Leonardo Frias

O inspetor da Polícia Civil André Leonardo de Mello Frias, que foi morto na operação realizada no Jacarezinho, na última quinta-feira (6/5), poderá receber promoção post mortem por bravura. O deputado estadual Filippe Poubel (PSL) formalizou um pedido ao governador Cláudio Castro (PSC) nesta terça-feira (11/5), após tomar conhecimento que colegas de farda do policial estão fazendo uma vaquinha para ajudar a família do inspetor.

O deputado justifica que a promoção encontra amparo no artigo 22 da Lei n° 3586/2001, bem como no Estatuto dos Policiais Civis e seu regulamento. 

O inspetor André Frias era casado e tinha um enteado de 10 anos. Filho único, ele deixa a mãe, acamada há três anos por causa de um AVC. O pai do policial já faleceu. “Perdemos um herói assassinado covardemente por marginais. Nada ameniza a dor da família, mas é questão de justiça a viúva receber proventos maiores, pois sabemos a realidade financeira dos policiais. Além disso, a promoção post mortem seria mais um reconhecimento ao valoroso trabalho prestado pelo inspetor à sociedade”, afirma Filippe Poubel.

Na solicitação ao governador, o deputado pede ainda que todos os policiais que participaram da operação no Jacarezinho, que resultou na morte de outras 27 pessoas, também sejam promovidos por bravura em seus cargos e postos.

Deputado Filippe Poubel

Foram 27 criminosos retirados do convívio social. Os cidadãos de bem daquela comunidade e todo Estado do Rio reconhecem o êxito da operação e a bravura dos honrosos policiais envolvidos”, conclui Filippe Poubel.

Quem tiver interesse em ajudar na vaquinha para ajudar a família do policial André Frias, pode contribuir com transferências de qualquer valor pela conta corrente 28153-4 (agência 9291 – Banco Itaú).

3 COMENTÁRIOS

  1. O deputado querendo fazer festa com o erário… Façam a cerimônia de homenagem, é justo, mas ficar inventando despesa num momento como este que o Estado do RJ passa… não dá!

  2. Não ganhava uma maravilha, com 7 mil, considerando a média paga aos federais.
    Mas família dele ainda contará com ajuda de pensão vitalícia. E, salvo engano, tem lei estadual que prevê o dobro no caso de agente da segurança morto no exercício da função.
    Se fosse no Canadá ou Holanda e outros países, a pensão somente seria para o tempo dos filhos ficarem maiores e seria reduzida progressivamente até o máximo de 15 anos, quando extinta. Noutros países não tem pensão vitalícia como aqui. Um ex-combatente das forças americanas quando regressa e vai para a reserva com menos da metade por um tempo. Já aqui é uma farra… Quando os militares se aposentam cedo ainda voltam para servir ao governo ganhando outro contracheque…

  3. Deputado esse que quer aparecer e catar vantagem na desgraça dos outros.
    Sem dúvida que a morte do policial e a concessão de promoção seja algo simbólico, mas de certo justificável porque no exercício da função, é uma coisa. Mas daí fazer extender a todos os agentes… é oportunismo para fazer média. Verdadeira picaretagem parlamentar.

    A atividade Policial já considera o risco, com participação em operações e investigações, além da PM, no policiamento preventivo.

    O problema de baixos salários (citado pelo parlamentar) só ocorre em determinados cargos na Polícia que não são aqueles dos oficiais.

    O Estado paga mal na Segurança Pública porque gasta em excesso com os oficiais da PM.

    Procure qualquer contracheque de Oficial da PM, tudo recebendo de 20 a 35 mil reais. Tem até um da reserva que tem foto dele com Bolsonaro e foi preso por pedofilia com uma de 2 anos do carro. Até hoje o salário na conta.

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