Wilson Witzel, governador do RJ - Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) virou réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, após a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovar por unanimidade o recebimento da denúncia neta quinta-feira (11/02).

Witzel foi afastado do cargo de governador depois de ter sido denunciado pelo Ministério Público Federal na operação Tris in Idem, desdobramento da Lava Jato no RJ que revelou um esquema de corrupção na Saúde do estado em plena pandemia do Coronavírus.

As investigações mostram que o governador teria recebido, por meio do escritório de advocacia de sua mulher, Helena Witzel, pelo menos R$ 554,2 mil em propina.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o governo do RJ tinha um esquema de propina para a contratação emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais (OSs) que prestam serviços ao governo, especialmente nas áreas de Saúde e Educação.

A descoberta do esquema criminoso teve início com a apuração de irregularidades na contratação dos hospitais de campanha, respiradores e medicamentos para o enfrentamento da pandemia do coronavírus.

Sobre as acusações, o governador afastado diz ter “consciência tranquila” e nega qualquer irregularidade. O Tribunal Especial Misto, composto por cinco desembargadores e cinco deputados estaduais da Alerj, que ainda está ouvindo testemunhas do caso. O processo deve ser concluído em abril.

1 COMENTÁRIO

  1. É uma facilidade de processar o Governador eleito…
    Mas o Presidente segue apesar de todos os seus crimes serem praticados à luz do dia e contarem com confissão…

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