Foto de Carlos Kulps / Divulgação

O painel “Visões de Resistências, Sonhos de Liberdade”, que representa a primeira arte a compor o projeto do Distrito de Arte do Porto, um corredor cultural com atividades de empreendedorismo e gastronomia urbana foi inaugurada, na manhã desta terça-feira (06/07) no Porto Maravilha, região central do Rio.

A pintura foi anunciada no dia 25 de maio, data que marcou um ano da morte do americano negro George Floyd, e visa recordar a história da escravidão e celebrar, através da arte, alguns dos principais nomes por trás das conquistas na luta pela igualdade racial no Brasil e nos Estados Unidos.

Localizado na Avenida Professor Pereira Reis, o painel fica próximo à região conhecida como Pequena África, que foi um espaço de inúmeros marcos da luta de africanos escravizados no Brasil. Seguidos dois quarteirões, encontra-se o Cais do Valongo, que foi o principal porto de entrada de escravos do continente americano e hoje é reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.

O protagonista da arte é o pastor Martin Luther King Jr., retratado ao lado de Rosa Parks, ativista afro-americana, o político John Lewis e figuras brasileiras como a jornalista e professora, Antonieta de Barros, e a escrava Anastácia. O grafite mostra também o Cais do Valongo e o movimento antirracista Black Lives Matter.

A obra é resultado de uma iniciativa do Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, com o apoio do Núcleo de Ativação Urbana (NAU), da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), responsável pelo Porto Maravilha, e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

O presidente da CDurp, Gustavo Guerrante, participou da inauguração e comemorou a parceria. “O Porto Maravilha respira arte urbana. As extensas áreas de lazer que temos aqui são perfeitas para o grafite, assim como nosso galpão. É uma parceria que comemoramos e queremos ampliar para ações culturais do tipo na região portuária”, disse.

O CEO do Núcleo de Ativação Urbana, Hiroshi Shibuya, explicou que o espaço será um polo para o desenvolvimento da economia local.

É uma realização colaborar no ‘Visões de Resistências, Sonhos de Liberdade’ que agora integra o Parque Arte, um grande corredor cultural que abriga, a céu aberto, diversos murais pintados e grafitados, majoritariamente, por artistas urbanos locais, além de feira e gastronomia. Com o espaço, queremos promover a economia local, enriquecer culturalmente a comunidade que vive no entorno e transformá-lo num atrativo ponto turístico na cidade“, disse.

Pré-selecionado por lideranças negras locais, o nome “Visões de Resistências, Sonhos de Liberdade” foi escolhido pelo público em uma campanha nas mídias sociais, remetendo ao caráter colaborativo da obra.

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