Um terminal da Buser está sendo licenciado e construído no terreno da Tishman Speyer, no Porto Maravilha. ( Foto: Terminal Buser em São Paulo - Imagem: Diário do Transporte)

A controversa empresa de venda de passagens de ônibus por aplicativo Buser deve em breve oficializar sua presença de forma mais relevante no Rio de Janeiro, através da construção de um Terminal Rodoviário próprio no coração do Porto Maravilha. A Buser promete viagens pela metade do preço em relação às empresas tradicionais, e com muito mais conforto; as passagens são vendidas via app e até mesmo pelo whatsapp. Todos os ônibus da empresa têm wifi e entradas USB.

A startup está licenciando junto à prefeitura a construção de um terminal nos terrenos da Avenida Venezuela 234 a 264, que são de propriedade da gigante internacional do ramo imobiliário Tishman Speyer. A empresa é dona do Rockefeller Center, em Nova Iorque, e também do bem sucedido empreendimento Aqwa Corporate – edifício de luxo com projeto do renomado arquiteto Norman Foster, em frente à cidade do Samba. Os terrenos são colados no Moinho Fluminense, e vão até a esquina da rua Sousa e Silva, na Gamboa. Segundo informações do fórum skyscrapercity, as obras das baias de ônibus já estariam em andamento no local.

A foto do prestigiado site Tecnoblog mostra um terminal da Buser, em São Paulo. Algo semelhante está surgindo no terreno da Tishman Speyer no Porto Maravilha, no terreno da Avenida Venezuela 232 a 264. No local, parece que o muito esperado empreendimento residencial Lumina deve demorar um pouco para se tornar realidade.

No local, a Tishman, que acaba de desistir da compra de um terreno de 18.000m2 em São Cristóvão, colado no Porto Maravilha – conforme informações do jornalista Ancelmo Gois – deve fazer um grande empreendimento residencial, há muito esperado pelo mercado, o Lumina. Pelo visto, o projeto foi adiado, apesar do retumbante sucesso obtido pela construtora paulista Cury, na venda de várias centenas de unidades de seu empreendimento Rio Wonder. Segundo fontes do mercado, o lançamento do Lumina não foi cancelado, mas como o projeto se destinaria a um público de maior poder aquisitivo, esta seria uma forma da empresa rentabilizar os terrenos enquanto não se decide sobre quando efetivamente vai tocar o empreendimento. A assessoria de imprensa da Tishman não respondeu à redação do DIÁRIO DO RIO.

O Moinho Fluminense (que ocupa um terreno com aproximadamente 27.000m2) foi comprado por outro gigante, o fundo Autonomy, e deve se tornar um grande complexo corporativo, tendo em vista o enorme sucesso do edifício Vista Guanabara, que está praticamente todo ocupado. Haveria a possibilidade de o antigo silo vir a tornar-se um hotel ou um residencial, dizem fontes do mercado imobiliário. O instagram do futuro empreendimento a surgir no local onde funcionou o Moinho, @moinhofluminense, tem estado ativo desde maio, e vem apresentando, aos poucos, um pouco das idéias que devem orientar o empreendimento mais esperado da região portuária, além da sua história, que se entrelaça à do Rio.

A Buser tem causado controvérsia e confusão. A justiça do RJ já proibiu mais de uma vez a empresa de atuar por aqui, como noticiamos em diversas oportunidades. Todavia, como ocorreu com a Uber no início, parece que as resistências vêm se arrefecendo. Em abril, o desembargador José Neiva liberou o funcionamento da empresa, e afirmou que o tipo de negócio por ela desenvolvido não estaria sujeito à regulação da Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Segundo a Buser, o novo terminal não será de uso exclusivo, e qualquer ônibus de turismo poderá utilizá-lo, gratuitamente.

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