Claudio André de Castro, diretor da Sergio Castro Imóveis - Foto: Cleomir Tavares/Diário do Rio

Nesta sexta-feira (27/08), a partir das 09h, acontece no salão principal do Novotel da Zona Portuária do Rio de Janeiro o II Fórum de Soluções do Porto Maravilha, que tem como objetivo principal proporcionar um amplo debate sobre temas importantes para o desenvolvimento socioeconômico da referida região e também do Centro da capital fluminense como um todo.

Entre os convidados, estará o empresário Claudio André de Castro, diretor da Sergio Castro Imóveis, uma das principais empresas do segmento imobiliário da cidade, e pioneira na atuação no Porto Maravilha. Inauguraram filial no local em 2008, restaurando um prédio histórico datado de 1899, onde funcionou por décadas uma tradicional tinturaria.

Para o especialista, o ”ponto de partida”, digamos assim, para a revitalização da região está em dar especial atenção às pessoas, começando pelo reconhecimento de quem já mora por lá para, a partir disso, atrair o interesse dos novos habitantes.

”Valorizar quem já mora no local é crucial. Possibilitar que tenham acesso aos serviços públicos, à conservação e que os espaços públicos sejam valorizados desde já, pois, se os atuais moradores da região não estiverem satisfeitos, como convencer os novos?”, diz ele. Para Castro, a boa conservação dos espaços públicos é vital para atrair novos habitantes.

”A solução para o povoamento da Zona Portuária está em trazer famílias, crianças, profissionais liberais, agito. Criar as tais esquinas pelas quais o Rio de Janeiro é tão famoso. À região, não pode faltar ‘carioquice”’, complementa.

Sem dúvidas, um dos quesitos principais que aproxima o cidadão carioca de qualquer localidade da cidade é a sensação de segurança. Na Zona Portuária, claro, isso não é diferente. Para Claudio, é necessário deixar bem explicado à população que a região é sossegada, inclusive agindo na prática, aumentando o policiamento ostensivo e combatendo os pequenos delitos.

”A região não tem índices de violência tão ruins. Cadê a divulgação sobre esse assunto? É preciso que tenhamos a materialização disso, através de campanhas e também da presença ostensiva de agentes de segurança na região”, afirma, frisando que as autoridades devem atuar de forma enérgica contra os ferros velhos estabelecidos na região. ”Eles se aproveitam da miséria alheia, e são os grandes responsáveis pela depredação de monumentos e imóveis privados na região”, reclama.

Vista aérea de parte da região do Porto Maravilha – Foto: Reprodução

Outro ponto muito importante é que, quando pensamos em Centro do Rio, logo nos vem à cabeça a chamativa diversidade comercial existente por lá. Apesar da crise econômica que vive o Brasil e especificamente o Rio há tempos, aflorada devido à pandemia de Covid-19, a região ainda é muito viva nesse âmbito.

No entanto, na região do Porto Maravilha, especificamente, essa consolidação ainda não aconteceu. Na opinião de Castro, falta um estímulo mais apropriado aos empresários para o investimento na região ser maior. E, segundo ele, assim como na questão da segurança, é preciso apostar em divulgação do que a região tem de bom.

”Como explicar que, apesar de toda a demanda para restaurantes e comida de boa qualidade trazida pelas recentes inaugurações de empresas nos empreendimentos modernos, estes comerciantes sigam ainda com medo de investir e locar ou comprar imóveis na região para criar novos restaurantes e bares e lanchonetes? Falta divulgação da demanda que já existe. É preciso parar de tratar o Porto apenas como futuro, mas também como uma realidade no presente”, diz, ressaltando que os escritórios do Porto Maravilha têm a menor taxa de vacância do Rio, deixando Barra e Centro Financeiro para trás nos índices de ocupação.

O II Fórum de Soluções do Porto Maravilha contará com ampla cobertura do DIÁRIO DO RIO, que, inclusive, mediará 3 mesas de debates. Entre as empresas convidadas a participar, estão, por exemplo, Rede D’Or, Bhering e Bradesco Seguros.

Além disso, é importante destacar que o evento contará com a presença, entre outros nomes, do prefeito Eduardo Paes; da presidente da Riotur, Daniela Maia; e dos secretários de Desenvolvimento Econômico tanto da capital quanto do estado, Chicão Bulhões e Vinicius Farah, respectivamente.

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