Praça Mario Lago
Reprodução Internet

O bispo Marcelo Crivella pretende fazer um crime até maior para o Rio do que censurar um quadrinhos com beijo gay. Na 3ª feira, 3/9, ele mandou para a Câmara de Vereadores o projeto de lei complementar 128/2019, revogando parâmetros do Corredor Cultural para o “Buraco do Lume”, oficialmente Praça Mário Lago, no Centro do Rio liberando a construção de um espigão na área.



Toda manhã o resumo do Rio de Janeiro

Na extrema ignorância da Prefeitura do Rio, considera o Buraco do Lume, um espaço de convívio e cultura, como um “vazio no Centro da Cidade, cuja ocupação que avista diariamente fica por conta da acomodação precária de moradores e de população em situação de rua“, o que diz na Justificativa do Projeto de Lei . Ou seja, quer destruir uma praça no Centro do Rio pela própria incompetência em manter a Ordem Urbana.

O pior, na mesma justificativa diz “não ser factível a necessidade de implantação de equipamentos culturais e a necessidade de revitalização da área central da Cidade para atividades culturais“. E diz isso de um local historicamente ligado a comícios políticos, especialmente da esquerda carioca, toda a 6ª, por exemplo, algum representante eleito do PSol faz um discurso a tarde no local.

A Praça do Lume é um verdadeiro pulmão no Centro do Rio, que precisa de praças e áreas de convívio. Além do absurdo de se permitir essa especulação imobiliária bem em uma praça, há o fato que hoje os urbanistas defendem que a extensão natural do Centro é a região portuária, onde há espaços vazios e prédios sem importância. Não há a necessidade de destruir um local histórico, motivo de um artigo aqui no DIÁRIO DO RIO.

E mais, como disse o urbanista Augusto Ivan, este “PL é uma agressão à cidade que todos devemos cuidar, até porque ela foi escolhida pela UNESCO como Capital Mundial da Arquitetura em 2020 e já detém o título de Paisagem Cultural da Humanidade dado pela própria UNESCO”.

E, nas palavas de outro urbanista, desta vez Washington Fajardo: “Tal qual um vilão de gibi, ao mesmo tempo que Crivella manda apreender história em quadrinhos na Bienal do Livro, ele manda projeto de lei para Câmara de Vereadores revogando parâmetros do Corredor Cultural para o “Buraco do Lume” no Centro do Rio liberando a construção de um prédio na área “cuja ocupação que avista diariamente fica por conta da acomodação precária de moradores e de população em situação de rua” (cito a justificativa do próprio projeto de lei – área que ele mesmo não consegue cuidar).
Censurar beijo gay era só mais uma distração do inimigo número 1 do Rio de Janeiro.
E assim termina a história dando um beijo erótico na especulação imobiliária
.”

A bola agora está nas mãos dos vereadores do Rio de Janeiro. Será que eles vão permitir esse crime contra o Rio de Janeiro? O DIÁRIO DO RIO irá acompanhar.

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