O Diário do Rio está produzindo uma série de matérias baseadas na temática do dia mundial da água, que acontece nesta quinta-feira, 21/03. Um dos pontos mais debatidos sob essa ótica é a quantidade de plástico nos mares. No Rio de Janeiro, o problema é grave.

Um passeio pelas praias do Rio de Janeiro é o suficiente para notar a quantidade de lixo plástico nas águas. Até mesmo os mares turísticos sofrem com isso. Em Copacabana, em qualquer dia da semana, é possível notar muitas garrafas pet.

Por não reciclar o plástico, o Estado do Rio de Janeiro perde cerca de R$ 420 milhões ao ano. As baías, rios e lagoas estão inundadas de embalagens plásticas, impactando a vida marinha.

“Eu me assustei com o volume do que foi encontrado. Não apenas o volume, mas a qualidade do resíduo pego. E você nem encontrou o que a gente consegue encontrar muitas vezes: seringa de injeção. E a agulha”, destacou o oceanógrafo David Zee, ao G1, em uma inspeção feita nas praias do Rio esta semana.

Cerca de 8 milhões de toneladas de plásticos entram no oceano anualmente. Atualmente, 90% das aves marinhas possuem fragmentos de plásticos no estômago. Até 2050, teremos mais plásticos que peixes nos oceanos. Os microplásticos estão entrando na nossa cadeia alimentar e também estão presentes no nosso ar, água e solo. Os dados são do Movimento Baía Viva.

A poluição marinha é um problema ‘transfronteiriço’ que todos os países compartilham. Objetos plásticos viajam nas correntes oceânicas, colocando em risco ecossistemas e vida selvagem. Nenhum estado ou grupo de estados pode resolver isso sozinho”, conta Sérgio Ricardo, do Movimento Baía Viva.

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