Praias do Rio Sujas, caras e perigosas

As praias do Rio de Janeiro são conhecidas mundialmente e configuram verdadeiro cartão-postal do Brasil ao redor do planeta. Algumas chegam a ter seu nome dito com frequência no exterior, como Copacabana e Ipanema.

Acontece que esses pontos democráticos de encontro e de lazer estão cada vez mais cultivando uma fama às avessas, ou seja, uma imagem negativa, seja para o turista, brasileiro e estrangeiro, ou para o carioca.

Não há quem compareça a uma movimentada praia carioca e não perceba três fatores negativos escancarados: a sujeira, o alto custo dos serviços e a insegurança.

Em suma, não é difícil que alguém vá à praia de Copacabana e encontre a areia com lixo, o mar com estranhas manchas e os chuveiros com água suja, pague muito caro por uma simples água de coco ou pelo aluguel de uma cadeira e por fim deixe o local correndo por conta de um arrastão.

É assustador ler nos jornais que a água colocada nas pequenas piscinas plásticas onde ficam os bebês possui altos níveis de coliformes fecais. Também é assim na Baía de Guanabara e na Lagoa Rodrigo de Freitas, que já prenunciam a vergonha que passaremos nas Olimpíadas, quando os atletas vão competir com esgoto e lixo ao redor.

O governo federal promete, o governo do Estado promete, a Prefeitura promete, a Cedae promete, os ministérios e as secretarias prometem e até empresários badalados que depois perdem suas fortunas prometem. Nada é de fato resolvido na totalidade.

As praias do Rio seguem sujas, caras e perigosas. Uma boa receita para afugentar turistas e sacrificar cidadãos.

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