Boas notícias. Ou não?
foto: Alvaro Tallarico

Precisamos de notícias boas que fortaleçam nosso coração, que façam pulsar esperança pelas nossas veias e fluam pelo país. O que será do Rio de Janeiro? Um bom amigo postou nas redes sociais a foto de um empreendimento que está em obras e o número de pessoas que apareceu pedindo uma oportunidade de trabalho o impressionou. Alguns podem até dizer que o Brasil vive em crise e que o Rio de Janeiro está simplesmente mantendo uma triste tradição. Mas não. Agora é diferente. Algo que poucos esperavam ocorreu. Uma pandemia mundial. A crise é no planeta inteiro. Porém, logicamente, o eterno país em desenvolvimento, o Brasil, sofre mais do que muitos outros. Afinal, nos falta tanto, mesmo tendo tanto. Como pode ser?

O que mais assusta é outra coisa que falta em certos “seres humanos”: escrúpulos. Tem gente inescrupulosa desviando dinheiro que deveria ir para respiradores e para o povo, aproveitando a situação de emergência. Por isso, coloquei entre aspas. Como chamar tais criaturas de humanos? São o traste da humanidade. O exemplo da ganância, da maldade. E tem mais. Infelizmente. A exuberante Chapada dos Veadeiros, em Goiás, sofreu um grande desmatamento na surdina. Lá se foram mais de mil hectares de cerrado, na cidade de Cavalcante, no território quilombola Kalunga, e em parte da Área de Proteção Ambiental (APA) de Pouso Alto. Isso para criação de gado e monocultura de soja. Ou seja, o consumo de carne e derivados do leite fortalece esse tipo de atividade criminosa.

Justiça divina, será que existe? Eu acredito que sim. Se não for pela desequilibrada justiça dos homens, há de ser por outros meios. Contudo, calma lá. Tem gente boa também. Lembra do amigo lá de cima que postou uma foto? Sim, é um desses corajosos que pretende abrir um negócio em meio ao caos, com o futuro ainda mais incógnito do que já normalmente é. Sim, há sonhadores que estão realizando, que querem movimentar a economia da cidade usando as economias que possuem. Ah, detalhe importante. O negócio será vegano, livre de sofrimento animal.

Enquanto isso, a cultura nos traz um alento do cotidiano arrasador que estamos vivendo. São shows e mais shows pela internet, séries e filmes. Mais do que nunca é possível perceber a importância das artes na nossa vida. E aí tem notícia boa: a Lei Aldir Blanc. O nome desse compositor genial não está sendo usado em vão. A lei consiste em um pacote de R$ 3 bilhões para cultura com auxílio para artistas informais e visa ajudar essa área tão relevante e simbólica que está sofrendo com a crise do coronavírus. A lei prevê repasse a diversos espaços culturais e linhas de crédito para micro e pequenas empresas do setor. Resposta ao tempo. A esperança ainda pulsa.

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