Preço do aluguel no Rio cresce 11,8% em um ano e atinge o maior valor desde 2019

Ipanema é o bairro que mais sentiu aumento nos aluguéis, que ficaram mais de 30% mais caros, seguido por Leblon e Taquara.

Foto: Alexandre Macieira|Riotur

Dados do Índice Quinto Andar de Aluguel, publicados nesta quinta-feira, (02/06), revelam que o preço médio do aluguel de imóveis no Rio de Janeiro cresceu 11,8% em 12 meses e chegou ao maior valor em três anos. O índice é fruto de pesquisas da startup imobiliária, e, embora não seja adotado pelo mercado imobiliário em geral, é um indício importante.

De acordo com o levantamento, o preço médio do metro quadrado em toda a cidade chegou a R$ 33,49. Em maio, a alta foi de 1,15% em comparação com abril. Esse foi o nono mês consecutivo de alta nos alugueis segundo a plataforma online.

A análise também indica que os valores praticados em maio superam os preços médios da alta temporada de procura de aluguéis, comum nos primeiros meses do ano. Em maio, na comparação com abril, houve valorização dos apartamentos de um (2%), dois (1,48%) e três dormitórios (1,68%).

Thiago Reis, gerente de dados do Quinto Andar, em entrevista ao G1, informou que os números reforçariam o cenário de aquecimento do mercado imobiliário na capital do estado. “Os números indicam um crescimento constante e disseminado entre os vários tipos de imóveis na cidade, reforçando a visão de um movimento generalizado de aquecimento no mercado residencial da capital”, explicou Reis.

A pesquisa realizou estudos em 24 bairros do Rio e todos registraram alta nos preços do metro quadrado negociado nos últimos seis meses.

O índice mostra que o bairro que mais valorizou foi Ipanema, na Zona Sul do Rio, com alta de 30,7% no período. Os bairros do Leblon, também na Zona Sul, e da Taquara, na Zona Oeste, fecharam o período entre os três mais valorizados, com alta de 18,3% e 13,6%, respectivamente.


Bairros mais valorizados nos últimos seis meses:

Ipanema – 30,7%

Leblon – 18,3%

Taquara – 13,6%

Lagoa – 13,1%

Flamengo – 13,1%

Vale notar que a empresa foca seu trabalho em imóveis médios, e bem menos em imóveis de alto luxo, o que se depreende de uma simples pesquisa no site da imobiliária digital, que limita a busca por imóveis até o valor de 20.000 de aluguel.

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