O edifício da Presidente Vargas, 84, já foi sede da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, e está fechado há muitos anos. Hoje pertence à FECOMERCIO-RJ. (Foto: Cleomir Tavares)

Para quem passa pela Avenida Presidente Vargas, junto à Igreja da Candelária, chama atenção um grande prédio de esquina com a rua Primeiro de Março. Atenção pelo seu design diferente e também pelo fato de estar abandonado há tantos anos. Em 2013 ele já se encontrava tapumado. O edifício, que já foi sede da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, pertence hoje à FECOMÉRCIO.

Freqüentadores do Centro reclamam que seu pilotis virou moradia de mendigos e viciados em drogas. Um destes pilotis, inclusive, se encontra totalmente queimado, de tantas e tantas fogueiras que os moradores em situação de rua vinham fazendo no local, seja para aquecer-se ou para “cozinhar” (foto abaixo). “Quando finalmente saiu fora o prefeito anterior, a nova Secretaria de Assistência Social conseguiu quase acabar com o problema, e em vez de mais de 50 ao mesmo tempo, agora apenas um ou outro fica no local, e não a todo o tempo“, disse ao DIÁRIO Pedro Paulo Barbosa, porteiro de um edifício próximo.

A marca negra no pilotis do edifício entrega a falta de cuidado a que a cidade esteve sujeita nos últimos anos. É a marca da “churrasqueira” dos moradores de rua, disse ao DIÁRIO um Porteiro de um edifício próximo.

Mas a boa notícia é que as obras no prédio, famoso por sua “coroa”, visível de grande parte da Presidente Vargas (foto abaixo), vai finalmente ser ocupado. As obras estão sendo retomadas pela FECOMERCIO, que instalará no local a Faculdade Senac. Segundo informações obtidas pela redação, a unidade do Senac/Sesc será inaugurada até o primeiro semestre de 2022.

A boa notícia para todo o Centro é que o prédio da famosa Coroa (acima) vai voltar a ser habitado, após mais de 7 anos de total abandono. Será instalada no local a Faculdade Senac.

O edifício é grande e fica colado na sede da Defensoria Pública da União, esta com uma linda vista para a baía de Guanabara. Os dois imóveis ficaram vazios praticamente ao mesmo tempo, e enquanto a Defensoria Pública alugou o prédio vizinho logo após sua compra e reforma pelo Grupo São Carlos (que tem mais de 4 bilhões de reais em ativos imobiliários, segundo informações da internet), o vizinho virou “primo pobre”, e amarga vacância permanente.

O mascote. Foto: Divulgação

Conversamos com moradores e freqüentadores do entorno e dizem que as obras ainda não recomeçaram, mas que o prédio é guardado por segurança particular. O Centro precisa mesmo desta renovação. Que ocorra.

3 COMENTÁRIOS

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui