Interior do Hospital de Campanha do Riocentro - Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

Nesta segunda-feira (04/01), apenas 7 pacientes permanecem internados no Hospital de Campanha do Riocentro. Na virada do ano, haviam 42. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio informou que destes 42, durante o fim de semana, 13 foram transferidos, 17 receberam alta e cinco morreram.

As transferências são um passo para desativar a estrutura, montada provisoriamente no combate à Covid-19. Este é o último hospital de campanha em funcionamento no Rio de Janeiro. Os pacientes foram levados para os hospitais Ronaldo Gazolla, em Acari; Souza Aguiar, no Centro; e Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

Desde o início da pandemia, o atual secretário da saúde Daniel Soranz foi contra a construção dos hospitais de campanha. Em entrevista ao DIÁRIO DO RIO, ele contou que achou um erro a montagem dessas estruturas, já que haviam leitos para serem abertos nos hospitais. Na última semana, ele disse ainda que o hospital do Rio Centro não será fechado até que tenham leitos abertos em toda a cidade para suprir.

Soranz afirmou também que não vai demitir nenhum profissional da saúde. Quem trabalha no hospital de Campanha será remanejado, quando a estrutura for desmontada definitivamente.

Neste fim de semana, a Prefeitura prometeu abrir 343 novos leitos para tratar pacientes com Covid-19. Eles serão distribuídos da seguinte maneira: 80 leitos no Hospital Ronaldo Gazolla; 30 no Souza Aguiar e 23 leitos no Salgado Filho. Estarão também disponíveis mais 60 unidades, resultado de uma parceria com o Hospital Clementino Fraga Filho (UFRJ). Na rede particular de saúde, o município terá acesso, mediante contrato, a outras 150 unidades.

A abertura de novos leitos é o primeiro passo para o desmonte do hospital de campanha. Ao portal de notícias G1, a Prefeitura do Rio estimou que o fechamento da estrutura levará a uma economia de R$ 250 mil por dia aos cofres públicos.

6 COMENTÁRIOS

  1. O maior erro é a ignorância dos políticos que só pensam em si. Enquanto o povo morre, o Rio de Janeiro a anos que vem sendo destroçado na saúde pública e agora querem juntar pessoas com comorbidade a pessoas com um vírus que nem mesmo temos uma vacina 100%. É o maior tiro no pé.
    Me desculpe mas foram o que os cariocas pediram.
    O Rio de Janeiro tem os governante que merece.

  2. Me indigna quando vejo quaisquer notícia desses açougues de Campanha.
    Já era para ter sido desmontado esse açougue político, não pelos profissionais, digo isso, pela falsa e cretina administração responsável por manter esse açougue, vidas foram ceifadas, e não foram poucas , como mostram, inclusive meu “Pai”. Um açougue onde profissionais trabalhavam com situações precárias , onde se quer tinham estrutura para cuidar de seus pacientes. Meu pai foi transferido pra esse açougue devido o covid19 ter afetado seus rins, para assim , iniciar um tratamento de hemodiálise, que tenho certeza que não foi feito o tratamento que ele precisava, se pacientes estáveis e conscientes , ficavam mais de 24 hs sem medicamentos ,foi o que relataram os mesmos, imagina meu pobre pai e todos aqueles que estava entubados e inconscientes, será que tiveram o tratamento necessário? tenho certeza que não! afinal de contas , não são vidas ali, são apenas números pra essa mídia e política nojenta e criminosa.
    Meu pai tinha 58 anos , forte e uma vida pela frente, nada vai trazer ele de volta, mais para mim , não foi o vírus que matou meu “Pai” , como em muitos casos colocam sempre a culpa no vírus, para mim foi esse açougue que tirou a vida dele, nessa história de que essa Unidade seria o melhor para ele, pois seria um açougue de referência para tratamento do covid19, um lugar onde deixamos nosso sangue e não temos o direito de vê muito menos de saber o que acontece.
    Meu pai assinou sua morte quando confiou nessa mentira salafrária , em que o entubando seria o melhor, o melhor pra virar mais estatísticas para esses vermes, isso sim!

  3. Já era pra ter sido desmontado esse açougue político, não pelos profissionais,digo isso, pela falsa e cretina administração responsável por manter esse açougue, vidas foram ceifadas, inclusive meu “Pai” um açougue onde profissionais trabalhavam com situações precárias , onde se quer tinham estrutura para cuidar de seus pacientes. Meu pai foi transferido pra esse açougue devido o covid ter afetado seus rins, para assim , iniciar um tratamento de hemodiálise, que tenho certeza que não foi feito o tratamento, se pacientes estáveis e conscientes , ficavam mais de 24 hs sem medicamentos ,foi o que relataram,imagina meu pobre pai que estava entubado e inconsciente, será que ele teve o tratamento necessário, tenho certeza que não,afinal de contas , não são vidas ali, são números pra essa mídia e política nojenta e criminosa.
    Meu pai tinha 58 anos , uma vida ainda pela frente,nada vai trazer ele de volta, mais pra mim , não foi o vírus que matou meu pai , como em muitos casos , foi esse açougue que tirou a vida dele, nessa história de que essa unidade seria o melhor pra ele.um lugar onde deixamos nosso sangue e não temos o direito de vê muito menos de saber o que acontece.
    Meu pai assinou sua morte quando confiou em vcs , em que entubando seria o melhor,melhor pra virar mais estatísticas pra esses vermes??

  4. Chega a ser hilário saber que o Hospital de campanha do Riocentro vai ser desmontado. Na mídia, ouvimos que os números de infectados aumentam, num clima quase apocalíptico, e na prática hospitais sendo desmontados paralelamente. Afinal, o que está acontecendo? Levando em consideração que a parceria “trará” nos leitos em hospitais já prontos e que isso colocará de certa forma doentes com comorbidades próximo a doentes com Covid, será que isso é seguro? Tudo em prol de uma suposta economia que até onde percebemos, está dentro dos gastos previstos no orçamento. Será que isso não passa de mais uma politicalha que agraciará alguns em detrimento da desgraça de outros?
    Muito triste perceber que muda-se os nomes, mas a fétida e imunda política carioca não muda.

  5. A mídia, em vez de tentar fazer jornalismo, pelo menos tentar, repito, joga informações dispersas sobre os leitores, criando dúvidas e confusão.
    A não ser que esta atitude seja proposital, seria importante que o público soubesse A VERDADE sobre a utilidade ou não dos hospitais de campanha e sobre os leitos que os vereadores do Rio tiveram que descobrir, porque os hospitais não informavam e a mídia, ou sabia e não queria dizer, ou não sabia mesmo, o que é o mais provável.
    O público está sendo massacrado por informações desconexas, como se o poder público não tivesse o mínimo interesse que os usuários dos sistemas de saúde descubram onde podem se tratar.
    Pior é que ao procurar socorro, somente encontram filas, falta de funcionários, falta de leitos, falta de tudo.
    Afinal, para onde vai a droga do dinheiro dos contribuintes, além do roubo praticado pelos salafrários eleitos?

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