Foto Cleomir Tavares / Diario do Rio

Nesta segunda-feira (05/04), aconteceu no o Centro de Operações do BRT, na Barra da Tijuca, uma reunião de apresentação do plano de intervenção da Prefeitura. O vice-presidente da Comissão de Transportes da Câmara, vereador Felipe Michel, os outros membros da Comissão, Luís Carlos Ramos Filho e Alexandre Isquierdo, e o presidente da Câmara, Carlo Caiado, estiveram presentes.

Na reunião, primeiramente, o prefeito Eduardo Paes apresentou o cenário encontrado pela interventora Cláudia Secin. Atualmente, há 120 veículos em operação e 297 nas garagens. Dos articulados parados, 56 necessitam de maior investimento e um prazo de seis meses para voltar a operar, 94 precisam de médio investimento, com prazo de até três meses, e 27 de baixo investimento. Também foram apresentadas fotos das garagens e das estações. Há 88 abertas e 46 fechadas.

Segundo o levantamento, o faturamento do sistema caiu 43% em um ano. Entre as primeiras medidas adotadas para reverter este quadro estão a rescisão imediata de 13 contratos e a renegociação de outros 44. A meta é aumentar gradativamente o número da frota. A expectativa é que até setembro todos os veículos estejam circulando.

Paes também apresentou aos vereadores o projeto de lei que permite que o Executivo utilize recursos durante a intervenção para assegurar a adequada prestação de serviços do BRT. Ele deve ser votado nesta terça-feira (06/04), em regime de urgência.

O BRT virou um problema de saúde pública e a Câmara precisa participar dessa intervenção. O diagnóstico já foi feito; é preciso cortar custos, rever contratos altos e realizar uma auditoria para detalhar o fluxo de caixa dos últimos anos. Temos um BRT em ponto morto, precisamos colocá-lo para andar o mais rapidamente possível“, disse Felipe Michel.

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