A Prefeitura do Rio de Janeiro deu ínicio, nesta quarta-feira (15/04), à utilização de um “drone falante” para ajudar no combate à proliferação do Coronavírus no município.

O drone, que irá sobrevoar áreas diversas da cidade, vem com um alto-falante embutido. Ele servirá como um alerta sonoro, por meio de mensagens, para que os cidadãos cariocas fiquem em casa – evitando, assim, aglomerações – ou, caso realmente precisem sair, respeitem o distanciamento de 2 metros recomendado pelas autoridades de Saúde.

“Atenção! A Prefeitura do Rio pede que todos evitem aglomerações! Elas facilitam o contágio do novo Coronavírus! Por favor, respeitem o distanciamento social! Protejam a sua saúde e a das outras pessoas”, diz a mensagem do drone.

As ações que o drone realizar, todas elas, serão transmitidas em tempo real para a base operacional no Riocentro, na Zona Oeste, local onde está instalado o Gabinete de Crise da Prefeitura, e para o Centro de Operações, na Cidade Nova, no Centro da cidade.

Drone em via da cidade na manhã desta quarta (15/04) – Foto: Reprodução/TV Globo

Diretor de Informática do DIÁRIO DO RIO, Gabriel Subtil, entretanto, faz ressalvas ao uso do equipamento e diz que outra alternativa seria mais viável.

“Um drone somente para alertar a população é um exagero. Sua autonomia de bateria é em torno de 30 minutos apenas. Um carro com som é muito barato e seria muito mais abrangente, dado a sua popularidade em diversas partes do Rio”, diz ele.

Subtil complementa, ainda, dizendo que a utilização do drone seria mais acertada se fosse para capturar imagens quando houvesse uma denúncia.

“Num determinado local com aglomeração, se uma equipe da PM, por exemplo, for até lá, pode subir o drone e tirar algumas fotos topográficas, que seriam documentadas e serviriam em modelos matemáticos para estimar a quantidade de pessoas que havia ali”, finaliza Gabriel.

4 COMENTÁRIOS

  1. Já sei, não gostaram de que fiz observações que o tal Diretor de Informática do Diário do Rio não se atentou… Ficou feio para o Diário.
    Obrigado pela falta de liberdade!

  2. Sem dúvida um drone é pouco

    No mínimo seria oportuno utilizar uma dezena nos pontos de maior área de cobertura para monitorar e chamar a atenção de pessoas cujo comportamento contrarie as recomendações do decreto

    Logo, a afirmação do especialista e Diretor de Informática do Diário do Rio, de que um carro seria de som, parece ignorar completamente que um agente controlando o drone consegue cobrir uma área, se deslocar diretamente para o local com concentração de pessoas (p.ex. varanda de um apartamento ou casa com concentração de pessoas dando churrasco) e mandar o recado e até mesmo subsidiar informações para chamar reforço da Guarda ou Policial

    Para isso é fundamental um agente da guarda municipal estar junto

    Sem dúvida o carro pode mandar o recado, mas não pega os espertinhos que tentam burlar

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