Washington Fajrado Foto: Divulgação

A Prefeitura do Rio lança nesta sexta-feira, 08/10, em evento conjunto com a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), o Painel de Monitoramento 3D do Plano Urbano Reviver Centro. Hospedado no site Reviver.Rio, o painel de monitoramento permitirá a qualquer carioca acompanhar a evolução do projeto urbano, uma vez que será atualizado periodicamente com informações sobre os empreendimentos residenciais e mistos que forem licenciados dentro do escopo da nova legislação do Reviver Centro. Em versão beta desde o mês de julho, o painel foi colocado no ar há três semanas e já apresenta as duas primeiras licenças concedidas e um licenciamento já em andamento, desde que o conjunto de leis entrou em vigor. No período, a ferramenta recebeu 2138 visualizações.

Elaborado por técnicos do Instituto Pereira Passos (IPP) com dados disponibilizados pelas Secretarias Municipais de Planejamento Urbano (SMPU), Fazenda e Planejamento (SMFP) e de Desenvolvimento Econômico Inovação e Simplificação (SMDEIS), além do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), o Painel de Monitoramento 3D do Reviver Centro apresenta, em ambiente online, de fácil manuseio, a visão tridimensional da área central do Rio de Janeiro. Além das informações dos licenciamentos urbanísticos associados ao Reviver Centro, ele oferece a visualização do estoque de edificações existentes na região, com destaque para os imóveis com múltiplas inscrições imobiliárias mas que possuem dono único, e os terrenos e parâmetros para possíveis novas construções. Trata-se de uma maquete virtual, com objetivo de dar transparência e facilitar a compreensão da dinâmica imobiliária na reocupação residencial do Centro.

A nova legislação do Reviver Centro não é um fim em si mesmo, mas uma forma pela qual poderemos desenvolver nova dinâmica urbana na área. Assim como a lei é inovadora, é necessário ser criativo também em todo o trabalho de implementação, portanto é fundamental dar meios para que a sociedade possa acompanhar a evolução, para que os promotores imobiliários possam acelerar a formação de negócios, e facilitar a compreensão de todos sobre a região. É uma primeira solução digital de várias outras que iremos realizar”, explica o secretário municipal de Planejamento Urbano, Washington Fajardo.

O painel foi inspirado em solução digital elaborada para a cidade de Melbourne, na Austrália, um case bem sucedido de reabilitação de Centro de Negócios. O evento de apresentação do Painel de Monitoramento 3D do Reviver Centro acontecerá no dia 8 de outubro, às 9h, na sede do Sinduscon-Rio, na Rua do Senado 213.

“O Centro tem todas as características para ser uma das regiões mais valorizadas da cidade, proporcionando o equilíbrio entre trabalhar, morar e desfrutar do lazer. Conta com transporte de massa instalado, funcionando e em ótimas condições, além de ser próximo a centros culturais e museus que vamos voltar a utilizar. O que faltava para o Centro se valorizar e ser objeto de desejo dos cariocas novamente eram as moradias, que agora começam a surgir graças ao projeto Reviver Centro”, destaca o presidente da Ademi e do Sinduscon-Rio, Cláudio Hermolin.

O conjunto de leis do Plano Urbano Reviver Centro foi sancionado pelo prefeito Eduardo Paes em 14 de julho. Ele visa a promover a recuperação urbanística, social e econômica dos bairros da região central. Além de estabelecer diretrizes para a gestão, qualificação e manutenção do espaço público e dos bens históricos de uma área de 5,72 quilômetros quadrados, o conjunto de leis prevê, entre outras medidas, incentivos fiscais e edilícios e permissões de novos usos para fomentar a construção de moradias e o retrofit de prédios comerciais ociosos, convertendo-os em edifícios de uso residencial ou misto.

O Reviver Centro tem na construção de novas moradias e na transformação de uso de prédios comerciais para residenciais ou mistos o carro-chefe para atrair moradores para a região, aproveitando o grande potencial já construído e terrenos vazios e sem uso há décadas. O objetivo é, trazendo novos habitantes, por tabela estimular a movimentação social e econômica na região.

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