Rodrigo Maia, é deputado federal pelo DEM-RJ.

Rodrigo MaiaOs servidores das secretarias de educação e saúde da prefeitura do Rio, estão perplexos. Não há outro termo. A educação pública e a saúde pública cumpriram no Rio papel fundador. Lembro que as ‘escolas do Imperador’ vem de 1870, que Anísio Teixeira referencia maio da educação pública, foi secretário municipal de educação no Rio no início dos anos 30 e que aqui estebeleceu a base da revolução seguida depois por Paulo Freire e Darcy Ribeiro. Lembro que a primeira rede pública de saúde foi criada no Rio pelo prefeito Pedro Ernesto. Em ambos os casos, a partir daí, educação e saúde passaram a ser vistas como direito do cidadão.

 

Imaginem que os contratos de terceirização de institutos, fundações, empresas e ONGs com a secretaria de educação já somam espantosos 1bilhão de reais, desde janeiro de 2009. E que as OSs -apelido de ONGs- já consumiram desde final de 2009 até aqui mais de 600 milhões de reais na Secretaria de Saúde. Os protestos que acompanhamos no Chile nos dias de hoje tem como causa a tentativa de privatização da educação. A estabilidade e permanência dos servidores é fundamental para um servidor público de qualidade, especialmente na educação e na saúde. É a experiência acumulada que permite melhor entender as necessidades e problemas da população.

 

Todo esse dinheiro deveria ser direcionado à melhoria das condições salariais e do ambiente de trabalho do servidor. Até as emergências hospitalares querem privatizar e não o fizeram porque se conseguiu uma liminar na justiça proibindo. Essa prefeitura quer arrochar os aposentados e viúvas. Lembre-se que mais da metade tem como origem educação e saúde.

 

O nosso Rio é vítima de uma irresponsável gestão no trato da saúde pública e da educação pública. É a mesma política do governo do Estado que privatiza e pagou sem contrato 354 milhões de reais a
terceirizadas. Não é por coincidência que ambos -prefeito e governador- são do PMDB. Agora se entende quando alardeavam que eram do mesmo grupo, ou seja, o grupo das privatizações e do desperdício –e sabe lá como- de dinheiro da população do Rio. Os reflexos já se fazem sentir: a desintegração da educação e da saúde pública na capital e também no Estado.

 

Vamos juntos combater o caos anunciado na educação e na saúde do Rio. O meu compromisso com o servidor e a nossa população é permanente seja no Congresso ou nas ruas.

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