Imagem meramente ilustrativa de movimentação carnavalesca no Centro do Rio - Foto: Reprodução

A Prefeitura do Rio de Janeiro, mesmo após desistir de manter o feriado de Carnaval, que aconteceria nos dias 15 e 16 de fevereiro, está preocupada com a possibilidade de que blocos clandestinos sejam realizados ao redor da cidade, ignorando, assim, a determinação de que não haja folia em 2021 por conta da pandemia de Covid-19, que ainda encontra-se em andamento.

”Nós já estamos fazendo um monitoramento e tomamos as medidas necessárias, como suspender o ponto facultativo na Segunda-eira de Carnaval. A gente vai estar com a Guarda Municipal desligando o carro de som que tiver levando bloco. A polícia vai ter que agir junto. Se tiver um bloco que surja só na acústica, sem carro de som, a gente vai ter que coibir”, disse o prefeito Eduardo Paes em entrevista ao portal ”G1”.

Ainda segundo ele, os blocos de maior renome e infraestrutura já concordaram em não realizar cortejos este ano, devido à situação pandêmica. A preocupação, então, se dá a blocos não-oficiais, ou, até mesmo, a improvisações: ”O problema são essas coisas que surgem sem muita consciência. Então, nós vamos ter que ficar atrás disso. Briga de gato e rato, buscando punir, penalizar e atrapalhar a festa de quem quiser fazer a festa. A gente está trabalhando com essa hipótese.”

Vale lembrar que, inicialmente, a folia estava programada para acontecer entre 12 e 17 de fevereiro (Sexta-feira de Carnaval a Quarta-feira de Cinzas). Entretanto, após um consenso entre os órgãos públicos, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e os blocos carnavalescos, os festejos foram adiados para julho, em data que ainda seria definida. Porém, em 21/01, Eduardo Paes veio a público anunciar o cancelamento da festa este ano, devido à impossibilidade de que a grande maioria da população já estivesse vacinada.

Agora, no entanto, ele já adota um tom mais otimista, afirmando que ao menos um ensaio técnico no Sambódromo é possível de acontecer, dependendo, é claro, de como estará o panorama no decorrer do ano: ”Se Deus quiser, rolar diminuição de casos até julho, eu faço os ensaios técnicos na Avenida [Marquês de Sapucaí]. Não tem a menor dificuldade quanto a isso. Agora, o Carnaval mesmo, oficial, não tem como ter. Pode criar uma coisa em cima da hora. Literalmente. Põe a escola [de samba] ‘Em Cima da Hora’ no negócio, e faz uma coisa. Mas não dá para programar isso com antecedência.”

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