Foto: Divulgação/Programa Ambulante Legal

Nesta sexta-feira (03/01), em evento ocorrido no Palácio da Cidade, em Botafogo, Zona Sul do Rio, o prefeito Marcelo Crivella entregou 158 crachás de identificação do Programa Ambulante Legal.

O evento reuniu titulares de licenças para comércio ambulante que atuam na modalidade móvel em areia das praias de 13 bairros e localidades da orla da cidade: Flamengo, Urca (Praia Vermelha), Leme, Copacabana, Arpoador, Ipanema, Leblon, São Conrado, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, incluindo Pontal/Macumba, Pedra de Guaratiba, Sepetiba e Ilha do Governador (Praia da Bica e Praia da Guanabara). Com os crachás, os trabalhadores ainda receberam coletes de identificação, pois atuam de forma itinerante.

”Agora vocês são vendedores legalizados e as pessoas na rua vão identificá-los desta forma. Isso valoriza o trabalho e o produto que vocês vendem. Quem tiver crachá também vai nos ajudar a fiscalizar, denunciando o ambulante ilegal que estiver naquela área”, disse Crivella.

O programa já alcançou 110 bairros na cidade e distribuiu 6.525 crachás com QR code, código de barras bidimensional de resposta rápida que permite não só a fiscalização, mas também a população acessar informações como o nome, o número de inscrição e as mercadorias que o ambulante está autorizado a comercializar. Além disso, por meio da tecnologia, também é possível verificar o local em que aquele ambulante pode atuar na cidade, respeitando o ordenamento urbano.

O chileno Ruben Antonio Martinez, que há 18 anos vende sua arte em miniatura na praia de Copacabana, diz que ter o trabalho legalizado significa paz de espírito.

”É muito importante receber esse crachá. Dá tranquilidade. Eu, até por ser estrangeiro, sempre corri atrás da legalidade e por isso hoje fico feliz por estar com a situação regularizada na Prefeitura”, disse Ruben.

Ruben Antonio Martinez recebeu seu crachá de identificação no Palácio da Cidade – Foto: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio

Carioca morador da Penha Circular, Carlos Augusto dos Santos Silva vende acessórios de praia, como cangas e chapéus, na orla. Hoje ele também comemora não correr mais o risco de ter seus produtos confiscados por equipes de fiscalização.

”Essa oportunidade vem em boa hora. Posso agora trabalhar sem o medo de perder as mercadorias que tive sacrifício para comprar. Quem não está legalizado sempre trabalha tenso”, explicou.

Carlos Augusto dos Santos Silva também foi beneficiado com o Programa Ambulante Legal – Foto: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio

Além das regiões contempladas no evento, os bairros de Cascadura, Madureira, Vila da Penha, Pavuna, Vista Alegre, Botafogo, Irajá, Oswaldo Cruz, Taquara, Freguesia (Zona Oeste), Praça Seca, Pechincha, Jacarepaguá, Gardênia Azul, Anil, Guadalupe, Laranjeiras, Vila Valqueire, Gávea, Centro, Benfica, Mangueira, São Cristovão, Caju, Paquetá, Santo Cristo, Tanque, Santa Cruz, Campo Grande, Bangu, Moneró, Penha Circular, Jardim Guanabara, Cocotá, Bonsucesso, Portuguesa, Braz de Pina , Humaitá, Catete, Rocinha, Jardim Botânico, Glória, Lagoa, Ricardo de Albuquerque, Coelho Neto, Vicente de Carvalho, Marechal Hermes, Ramos, Olaria, Inhaúma, Jacaré, Pilares, Del Castilho, Piedade, Méier, Maria da Graça, Engenho Novo, Cachambi, Higienópolis, Jacarezinho, Engenho de Dentro, Todos os Santos, Água Santa, Lins de Vasconcelos, Abolição, Encantando, Bancários, Riachuelo, Penha, Tauá, Tomás Coelho, Engenho da Rainha , Praia da Bandeira, Ribeira, Freguesia, Jardim América, Vigário Geral, Zumbi, Parada de Lucas, Pitangueiras, Cordovil, Jardim Carioca, Galeão, Cacuia, Saúde, Turiaçu, Anchieta, Barros Filho, Bento Ribeiro, Parque Anchieta, Parque Columbia, Vila Kosmos, Cosme Velho, Maré, Quintino Bocaiuva, Rocha Miranda e Joá também já foram alcançados pela política de ordenamento urbano implantada pela atual administração.

Os documentos foram entregues pessoalmente por Crivella, que lançou o programa em agosto de 2018. O Ambulante Legal tem o objetivo de organizar e facilitar a identificação dos ambulantes autorizados a trabalhar na cidade, propondo, inclusive, a implantação de políticas públicas de qualificação profissional aos trabalhadores. O programa também observa o comércio da região, de forma que a organização dos ambulantes não cause qualquer prejuízo ou conflito com o comércio estabelecido no local.

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