Foto: ALISSON J. SILVA

A Secretaria municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) informou que academias de ginástica e centros de treinamentos não estão submetidos às novas medidas de combate à Covid-19 decretadas pela Prefeitura, na última quinta-feira (4/03). A medida é embasada no caráter essencial da atividade física na promoção de boas condições de saúde da população, segundo a SMS.

A SMS destacou, no entanto, que as academias de ginástica e os centros de treinamentos devem seguir regiamente as normas para o combate à disseminação de Covid-19 estabelecidas na resolução conjunta do último dia 12 de janeiro:  

Limpeza constante de equipamentos de uso coletivo com solução de hipoclorito após a utilização;

Funcionamento dos estabelecimentos com metade da capacidade de clientes;

Incentivo de realização de atividades em ambientes abertos;

Obrigatoriedade de ampliação do horário de funcionamento;

Atividades físicas de grupo restritas a seis participantes, excetuando atletas de alto rendimento.

O Conselho Regional de Educação Física (CREF) adiantou que o poder público municipal “reconheceu a prática da atividade física e do exercício físico como essenciais à saúde da população carioca, mesmo em tempos de crise ocasionados por moléstias contagiosas“. O CREF reforçou ainda que os profissionais da categoria e donos de estabelecimentos devem intensificar os cuidados com a higiene de equipamentos e ambientes para o devido controle da epidemia.

Novas medidas de restrição

Na última quinta-feira (4/03), a Prefeitura estabeleceu novas medidas restritivas para tentar conter o avanço da Covid-19 no município. Entre elas, a restrição do horário de funcionamento, das 6h às 17h, de bares, restaurantes e lanchonetes, a proibição do funcionamento de quiosques, boates e feiras de artesanato, além da restrição de permanência nas ruas e em espaços públicos entre 23h e 5h, sendo permitida apenas a circulação de pessoas.

As ações constam de um decreto publicado no Diário Oficial e valem até o dia 11 de março.

5 COMENTÁRIOS

  1. Não há explicação para isso.
    A limpeza por si só não basta.
    As partículas ficam suspensas no ar.
    No caso devido às atividades físicas, à respiração disparada, ofegante conforme a intensidade dos exercícios, especialmente aeróbicos, as partículas são expulsas e atravessam, em alguma medida, mesmo as máscaras mais indicadas PFF2/N95 – que sequer são as utilizadas pelos alunos e profissionais das academias.

  2. A explicação deste livramento das academias tem nome é sobrenome…isso é que dá não ter amigos donos de bares e restaurantes. Estranhamente a galera da Rio Orla aceitou em silêncio. Lembrando que não há almoço grátis, principalmente na política!

  3. E muito cinismo!!! “Essa prática da atividade física e do exercício físico como essenciais à saúde da população carioca, mesmo em tempos de crise ocasionados por moléstias contagiosas” é um espanto! Além do mau português, essa portentosa justificativa do CREF para a injustificável medida da Prefeitura só pode ser considerada como uma piada! Quem frequenta tais academias? A população que mais necessita de tais atividades?

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