Óleo sobre tela, "A fundação do Rio de Janeiro", de Firmino Monteiro

Parece brincadeira, mas é verdade. A primeira pessoa nomeada para trabalhar na máquina pública do Rio de Janeiro passou anos recebendo sem fazer nada.

Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, a Sergio Castro Imóveis – a empresa que resolve contribui para a valorização da cultura carioca


O português João de Prosse foi nomeado pelo fundador do Rio de Janeiro, Estácio de Sá, como primeiro empregado da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, logo após o ato de fundação do Rio – que ocorreu em 1 de março de 1565.



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Contudo, a eleição para vereadores do Rio de Janeiro só aconteceu em dezembro de 1567, ou seja, o grandessíssimo João de Prosse recebeu por quase três anos sem trabalhar.

“Uma curiosidade é que os vereadores, mensalões à parte, eram remunerados com cera, que tinha grande valor e era muito consumida na forma de velas para iluminação em geral e principalmente em dias de festas”, escreveu Adinalzir Pereira Lamego no site Saiba História.

São Sebastião do Rio de Janeiro, Anônimo, c. 1695 Biblioteca Nacional (Brasil)

Os vereadores tinham pouca produtividade e o povo dizia que eles não trabalhavam, ficavam ali apenas para “fazer cera” (ganhar o pagamento). Daí surgiu a famosa e ainda usada expressão – inclusive com vereadores.

À época, competia aos vereadores taxar os ganhos dos artífices, baixar posturas, determinar a conservação de logradouros, estabelecer jornadas de trabalho e julgar as injúrias verbais e pequenos furtos.

Dependendo do tamanho do município, eram 2, 3 ou até 4 vereadores, além de 2 juízes ordinários, 1 tesoureiro, 1 distribuidor e diversos escrivães e tabeliães.

Palácio Pedro Ernesto

A atual Câmara Municipal do Rio de Janeiro, como já contamos aqui no Diário do Rio, era no alto do Morro do Castelo. Havia uma cadeia no térreo e os vereadores ficavam no segundo andar. E, sobre o atual Palácio Pedro Ernesto, o cientista político contou sua história junto com a do Palácio Tiradentes.

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