MaracanãNão bastasse ser uma obra bilionária (somada as reformas mais recentes e a atual orçada em mais de R$ 700 milhões mas deve custar mais), ela já está com atrasos que preocupam a CBF, informa Lauro Jardim da Veja. E não só a lerdeza que preocupa.

 

Semana retrasada o Jornal Nacional trouxe a informação que o Tribunal de Contas da União detectou irregularidades na licitação das obras de reforma. Segundo os auditores, não foram elaborados os projetos necessários. O TCU compaoua as propostas de reforma dos estádios do Maracanã e do Mineirão, em Belo Horizonte. Enquanto no Rio foram apresentadas 37 plantas sobre as intervenções necessárias, em Minas foram 1.309.  Para o Tribunal, "como não há projetos de engenharia suficientes para caracterizar os serviços contratados, a planilha beira a mera peça de ficção".  O Tribunal de Contas da União recomendou que o BNDES libere apenas 20% dos recursos.       

Ontem Cesar Maia (DEM) trouxe em seu ex-blog a informação que o BNDES pode até não liberar os recursos para a reforma, obrigando o Governo do Rio a bancar sozinho a conta

 

OS GASTOS DA REFORMA DO MARACANÃ! BNDES REAGE!

 

(V. Versus, 24)  O diretor da área Social do BNDES, Élvio Gaspar, afirmou que o banco pode levar em conta os questionamentos do Tribunal de Contas da União sobre o projeto de reforma do estádio do Maracanã. No início do mês, o órgão classificou como quase uma "mera peça de ficção" o projeto de reforma do estádio carioca, que será palco da final da Copa-2014. Previsto para custar R$ 600 milhões, o valor já está em R$ 705 milhões, com "indícios de graves irregularidades no processo licitatório". Segundo Élvio Gaspar, as obras já foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, mas caso não recebam o aval do Tribunal de Contas da União, o banco pode até não fazer o financiamento. O diretor, porém, ressaltou que esse é o pior cenário e que espera que as dúvidas em relação as obras sejam resolvidas. Élvio Gaspar acredita que a reforma do Maracanã não será interrompida, mesmo no caso de não ter recursos do BNDES. Segundo ele, o que pode acontecer é o governo fluminense ficar com o caixa um pouco mais pressionado e arcar com os custos.

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