Foto Cleomir Tavares / Diario do Rio

Com aglomerações, filas quilométricas e diversos transtornos para os passageiros, o BRT começará a passar pelo processo de intervenção da Prefeitura nesta terça-feira (23/03). A informação foi divulgada pelo prefeito Eduardo Paes (DEM), que respondeu um questionamento no Twitter sobre o número de ônibus.

Na publicação, um jornalista usou uma imagem aérea que mostra os veículos com o questionamento: “cadê os ônibus?”. Paes respondeu anunciando o início da intervenção e citando que quando deixou a Prefeitura em 2006, haviam quase 400 ônibus. Agora, segundo ele, são 140. Ele afirma que vai demorar, mas que isso será ajeitado e pede: “Continuem cobrando“.

Desde o início do ano, a Secretaria Municipal de Transportes tem coletado dados sobre o BRT e, na última sexta-feira (19/03), eles informaram que finalizaram a coleta e que os dados serão consolidados e publicados até o fim deste mês. O objetivo desta ação é atualizar o dimensionamento da frota e os intervalos necessários para a prestação de serviços do sistema.

1 COMENTÁRIO

  1. O BRT E SUA PÉSSIMA ADMINISTRAÇÃO.

    O problema das péssimas administrações de todas as entidades e empresas municipais, estaduais e federais que prestam serviços à população brasileira é a total falta de fiscalização e de controle constante destas empresas, é a falta de cobrança para se fazer valer o cumprimento destes contratos. Estes empresários recebem o que têm que receber (estabelecido nos contratos), mas nunca entregam os serviços pelos quais já foram regiamente pagos.

    E o pior é que fica tudo por isso mesmo, pois ninguém faz nada para cobrar os serviços estabelecidos em contrato e que nunca são fornecidos na íntegra por estas empresas ineficazes e corruptas.

    Todos sabemos que, no mundo civilizado, todos os setores das cidades têm inúmeros fiscais, e fiscais que fiscalizam os fiscais, que também são fiscalizados por outros fiscais – e com esta gigantesca pirâmide de fiscalização, a corrupção, a malversação dos recursos, o serviço em contrato que não é fornecido à população, a roubalheira generalizada se tornam bem menores.

    Eu nunca vi isso – você contratar um serviço, não acompanhar o serviço sendo feito, não cobrar o que não estiver de acordo com o estabelecido em contrato, não cobrar o resultado esperado e acordado – só mesmo nas péssimas e ineficazes gestões dos prefeitos cariocas ao longo de décadas é que tudo vive largado e abandonado à própria sorte – e as empresas contratadas deitam e rolam em sua ineficácia, pois sabem que vai ficar tudo por isso mesmo !!!

    Eu acho que eu estou demente, pois não entendi mesmo como se explica isso, e o pior, como se aceita isso, como se nada estivesse acontecendo para prejudicar o transporte do cidadão carioca.

    Como se explica que, por contrato, o BRT tem que ter QUATROCENTOS E TREZE ônibus articulados em circulação, e a Prefeitura do Rio de Janeiro só ter achado CENTO E NOVENTA E NOVE ônibus – eu disse – CENTO E NOVENTA E NOVE ônibus rodando nestes corredores expressos cariocas.

    Afinal, o que aconteceu com os demais ônibus articulados desta frota que deveria ter QUATROCENTOS E TREZE veículos ?

    A empresa BRT Rio é a concessionária que deveria zelar por estes veículos, zelar pelas estações e mantê-las confortáveis, perfeitas, em condições de excelência, com fiscalização e policiamento permanente em suas dependências e, por último mas não menos importantes, zelar para que as vias do sistema fossem mantidas em perfeito estado de conservação.

    Esta segunda intervenção no BRT (23/03), SÓ AGORA, depois de quatro anos, dá o primeiro passo para um processo maior de cancelamento da concessão deste serviço praticamente inexistente.

    Tenha em mente que o BRT põe em circulação MENOS DE DUZENTOS PORCENTO DE VEÍCULOS do que o estabelecido em contrato – pois são QUATROCENTOS E TREZE ônibus previstos e acordados, e só CENTO E NOVENTA E NOVE VEÍSULOS circulam efetivamente nesta via expressa.

    A pergunta que não quer calar é…

    Onde estava e esteve o Crivella e seu Desgoverno, que não fiscalizaram a administração do BRT ao longo dos últimos quatro anos, que não cobraram a circulação do número total de veículos articulados previsto no contrato ?

    É um absurdo abissal esta falta de fiscalização no BRT e nos demais corredores expressos, e um absurdo maior ainda o deixar correr frouxo destas empresas que prestam serviços ao cidadão carioca. As concessionárias ganham fortunas para administrar determinados setores, e não entregam o que foi definido em contrato. E ninguém faz p…. nenhuma para cobrar o que nós é devido, para fiscalizar estas falcatruas e estes contratos de porta de cadeia, que só são válidos no papel, que só servem para estes empresários embolsarem nosso dinheiro, mas que na prática não funcionam – são contratos sabidamente unilaterais – pois o serviço acordado e entregue à população nunca é o que foi estipulado no referido contrato do BRT.

    O que me deixa um pouco mais esperançosa é que, para amenizar a situação caótica de superlotação dos veículos, a Prefeitura do Rio de Janeiro já colocou vinte ônibus comuns para fazer uma linha eventual, sem parada em nenhuma estação, entre Santa Cruz e Alvorada, na Zona Oeste, com promessa de aumentar essa frota auxiliar para até quarenta ônibus.

    Entre as medidas emergenciais que já foram adotadas está a de recuperar veículos que atualmente estão fora de circulação.

    Enfim, vamos torcer para que agora o fornecimento de serviço do BRT à cidade do Rio de Janeiro dê certo, pois o BRT funciona perfeitamente em Curitiba, maravilhosamente bem na Colômbia inteira, e em mais cento e sessenta e quatro cidades pelo mundo…

    Aqui, devido ao desinteresse, ao abandono e à falta de fiscalização de quem de dever – a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro – o BRT apresenta uma gestão e um funcionamento da pior qualidade possível… eles fazem o que querem no setor de transportes carioca e nunca são penalizados por isso.

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