Procon Carioca cobra esclarecimentos a 11 planos de saúde sobre reajustes individuais e coletivos

Questionamentos são sobre recentes notícias veiculadas na mídia informando que os “planos de saúde terão os maiores reajustes da história”; informações da Prefeitura do Rio afirmam que o reajuste anual tem sido de 100%

Funcionário do Procon Carioca - Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

O Procon Carioca, instituto vinculado à Secretaria Municipal de Cidadania, enviou duas notificações aos planos de saúde Amil, Golden Cross, Assim, Bradesco Saúde, Caberj, Memorial Saúde, Porto Seguro, Prevent Senior, Rede Intermédica, Sulamérica e Unimed, que devem prestar esclarecimentos sobre recentes notícias veiculadas na mídia informando que os “planos de saúde terão os maiores reajustes da história”.

Os questionamentos são sobre os contratos individuais e coletivos.

O reajuste dos planos de saúde na modalidade individual é regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e os planos de saúde coletivos não se submetam à ANS, cabe ao Procon Carioca questionar e fiscalizar, com o objetivo de evitar desrespeitos às leis consumeristas e proteger os consumidores de violações aos seus direitos.

“O Procon Carioca solicita explicações dos planos sobre a aplicação dos reajustes, e será preciso que as empresas demonstrem e comprovem o índice aplicado”, afirma Igor Costa, diretor executivo do instituto.

Vale ressaltar que os planos têm passado por reajustes em patamares elevadíssimos. Em alguns casos, tem-se observado um reajuste anual de 100% ou mais, o que leva o consumidor a pagar quase o dobro do valor inicialmente contratado.

Os planos deverão esclarecer, comprovadamente, algumas questões:

1) Quantos planos estão ativos, atualmente, na cidade do Rio de Janeiro?

2) Quantos consumidores a operadora possui na cidade do Rio de Janeiro?

3) Quais foram os reajustes aplicados em 2020, 2021 e 2022?

4) Por qual motivo ocorreu os reajustes e como se deu eventual cálculo?

5) Em 2022, quantos planos sofreram o reajuste anual?

6) Os consumidores são informados sobre eventual aumento no preço dos planos?

7) Quais foram os índices de sinistralidade dos planos em 2020, 2021 e 2022?

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