Procon descarta alimentos impróprios para consumo do Zona Sul

O Procon Carioca notificou os supermercados Zona Sul, Extra e Supermarket, descartando um total de 177kg de alimentos impróprios para consumo. O supermercado Zona Sul localizado dentro de um shopping na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, foi notificado com descarte de 46kg de alimentos. Havia alimentos com até 13 dias de vencimento, entre salsicha, linguiça e frango. Os fiscais também encontraram carnes bovinas e suínas sem identificação do fabricante, data de validade e preço.

No supermercado Extra da Avenida Vicente de Carvalho, na Penha, foram descartados 131kg de produtos impróprios para o consumo. Havia vísceras de peixes no chão, tábuas de corte e lixeiras danificadas e falta de higiene em todo o setor de peixaria. Os fiscais encontraram, ainda, produtos acondicionados em ambiente com temperatura inadequada, fora da indicada pelo fabricante, outros sem identificações de origem e validade, além da cobrança de sacolas acima do preço de custo, o que é proibido pela Lei nº 8.006/2018.

No SuperMarket da Avenida Vicente de Carvalho, também na Vila da Penha, foram encontradas baratas andando em cima de embalagens de carnes no setor de salgados. Ralos sem tela de proteção, lixeiras danificadas e tábuas de corte impróprias para uso, além de lixeiras quebradas, foram outros motivos para notificação. Faltavam, ainda, o Certificado do Corpo de Bombeiros, as notas fiscais de compra das sacolas e preços em produtos expostos para venda.

Segundo o presidente do Procon Carioca, Benedito Alves, os supermercados têm 10 dias para apresentar defesa ao órgão e poderão ser multados. ”Quando o empresário se propõe a abrir um negócio que mexe com a saúde do consumidor, tem que pôr toda sua equipe em alerta máximo, atendendo as normas de higiene. As consequências de um deslize podem ser graves”, disse.

Resposta da assessoria do Extra:

A rede informa que a questão apontada pela fiscalização não condiz com o padrão operacional exigido pela companhia e que segue as normas exigidas pela legislação vigente. Os produtos apontados pelo órgão foram descartados imediatamente. Em relação ao valor cobrado pelas sacolas, a rede informa que cumpre o que prevê a lei e esclarece que desde o dia 26 de junho comercializa as sacolas homologadas, que são mais resistentes e suportam o peso de até 10 kg, ao preço de custo de R$ 0,08 cada. No momento da fiscalização, a loja apresentou a nota de recebimento no centro de distribuição, e não a nota fiscal de compra, que contempla os impostos, por isso a divergência no valor unitário da sacola. A rede informa que o documento correto será apresentado no prazo estipulado pelo órgão.

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