Em meio à pandemia causada pelo Coronavírus, o setor da cultura foi um dos primeiros a fechar e, provavelmente, será um dos últimos a reabrir por completo. Diante disto, no Rio de Janeiro, os profissionais do Carnaval estão sentindo o impacto. São muitos os que ficaram sem qualquer renda e não conseguiram o benefício da Lei Aldir Blanc, que é federal.

Na última semana, um edital estadual de ajuda a essas pessoas foi aprovado. Mas não agradou muito os profissionais do Carnaval.

“Ano passado, fiz uma carta que era necessário pensar em alguma coisa  pro carnaval, um auxilio emergencial para cultura, para o carnaval. saio um edital do carnaval do estado, que acho uma vergonha, porque você tem que estar ligado a uma liga, agremiação, associação. No município do Rio, a maioria são blocos que não têm veiculação, que se juntam e botam o bloco na rua. E é dinheiro do fundo de cultura, que era pra chegar de forma mais simples para as pessoas”, disse Carla Wendling, responsável por blocos e vice-presidente da  Associação Carioca de Blocos e Bandas Folia Carioca.

A espera, agora é de ajuda municipal: “Um edital do município saiu no Diário Oficial, mas tem que ter ajuda para CPF, não somente para CNPJ, MEI, porque a maioria dos trabalhadores do carnaval é de CPF. Gente que não tem dinheiro para pagar MEI, por mais que pareça barato. O que poderia salvar a situação no Rio é um auxilio emergencial, tanto para o pessoal do carnaval quanto da cultura em geral, os trabalhadores mesmo: costureira, pessoal do circo etc, afirma Carla.

Outras soluções, mais a longo prazo, estão sendo cariadas: “Encaminhei uma proposta para a Comissão de Cultura da Câmara dos Vereadores para que se pegue o valor, ou uma parte do valor, arrecadado no carnaval para que ele volte para o carnaval”, frisou Carla.



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