Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro

Concebido a partir do princípio da polícia de proximidade, o novo programa Bairro Seguro atende a moradores de 29 bairros da Região Metropolitana. Nesses 30 primeiros dias, os policiais militares lotados no Bairro Seguro realizaram 3.748 ações, como visitas e reuniões, todas voltadas para estreitar a integração com as comunidades locais.

Com emprego de três viaturas, equipes de policiais militares estão presentes nos bairros contemplados 24 horas por dia. Os policiais responsáveis por cada área atendida criam uma rede de relacionamento com a comunidade local. O novo programa empregou até o momento 84 viaturas e 392 policiais militares com dedicação exclusiva. Há ainda o reforço diário de 116 policiais contratados pelo RAS (Regime Adicional de Serviço). Todos os policiais receberam treinamento específico.

Como os indicadores referentes a junho deste ano ainda estão em fase final de auditagem pelo Instituto de Segurança Pública, não é possível aferir a queda da incidência criminal nas áreas contempladas pelo programa.

Contudo, um comparativo feito em duas áreas da capital utilizadas para desenvolver o projeto piloto do programa mostrou que a presença permanente dos policiais e a integração com a comunidade local são fundamentais para redução de crimes. Os dois projetos pilotos foram realizados a partir de novembro do ano passado em duas áreas da Zona Oeste, entorno da Avenida Abelardo Bueno, em Jacarepaguá, e em Sulacap. Nessas duas áreas da capital, entre novembro de 2020 a março de 2021, houve uma redução superior a 15% dos roubos de rua e de veículos em comparação com igual período anterior, entre novembro de 2019 e março de 2020.

Atuando de forma coordenada com o comando do batalhão da área, os policiais do Bairro Seguro seguem duas diretrizes: contato permanente com a comunidade local e patrulhamento dinâmico nas áreas do bairro com maior incidência criminal.

Nesse primeiro mês de atuação, os policiais militares do programa Bairro Seguro já registraram 3.024 visitas a estabelecimentos comerciais, 518 visitas domiciliares, 206 ações sociais, além de sete prisões de criminosos e cinco armas apreendidas.

Outro dado relevante demonstrado pelos números é a atuação das equipes 24 horas, sendo que os registros refletem a distribuição das atividades das equipes ao longo do dia, sendo que 46,3% das atividades se deram no período de manhã e tarde, e, 53,7% das atividades do Programa Bairro Seguro, se deram na faixa horária da noite e madrugada.

Tão ou mais importante que os números é o caráter preventivo do programa. Essa presença constante e interativa contribui para o aumento da sensação de segurança no bairro e para a redução da criminalidade – afirma o Major Leonardo Nogueira, porta-voz do Bairro Seguro.

Para o Major Nogueira, o número expressivo de visitas a comerciantes e moradores, como também as manifestações de apoio e agradecimento postadas nas redes sociais, revela o sucesso do programa e o seu potencial de crescimento junto.

Identificadas com a logomarca do programa, as equipes do Bairro Seguro passam a agregar valor ao serviço de segurança pública prestado pela Polícia Militar aos bairros elencados. As áreas contempladas são: Urca, Cachambi, Cascadura/Quintino, Oswaldo Cruz/Campinho, Itaipuaçu, Sulacap, Realengo, Padre Miguel, Bangu, Magalhães Bastos/Mallet, Penha, Olaria, Jardim Guanabara, Portuguesa, Abelardo Bueno, Leme, Ramos, São Conrado, Barra, Américas, Marapendi, Vargem Pequena, Vargem Grande, Itanhangá, Campo Grande I, Campo Grande II, Pavuna e Vila da Penha.

O Bairro Seguro vai se expandir para outras áreas da Região Metropolitana e também do interior. Para isso, no entanto, será preciso um estudo sobre o perfil de cada área, a disponibilidade de recursos humanos e materiais.

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