Foto: Divulgação

A vacinação contra Covid-19 já mostra resultados. De acordo com uma projeção feita pelo estatístico Rafael Izbicki, professor da Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, há uma estimativa de que somente na capital a vacinação pode ter salvado a vida de 1.512 pessoas com 65 anos ou mais e evitado mais de três mil internações de casos graves nesta faixa etária. A projeção foi realizada a pedido do jornal “O Globo”.

O jornal explicou que o levantamento foi feito através de dados de hospitalizações divulgados semanalmente pelo Ministério da Saúde na plataforma Sivep-Gripe, que reúne as informações de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave. Izbicki desconsiderou casos que ocorreram nos últimos 30 dias por causa do possível atraso de notificação.

O cálculo se baseia na relação entre o número de internações de pessoas com mais de 65 anos com o das demais faixas etárias antes do início da vacinação. A partir desse percentual, foi feita a projeção de quantas hospitalizações teriam sido evitadas até 14 de maio.

Os efeitos também têm impacto financeiro. Izbicka estima uma economia de R$ 210 milhões em gastos hospitalares devido à prevenção das internações. O cálculo foi baseado em um estudo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que aponta que o tratamento de um paciente com Covid-19 até a alta ou o óbito custa em torno de R$ 70 mil.

Calendário de vacinação

Na manhã desta quarta-feira (16/06), o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz afirmou ao “Bom Dia Rio”, da TV Globo, que um novo calendário de vacinação contra Covid-19 será anunciado na próxima sexta-feira (18/06), antecipando a imunização. Nesta semana será finalizada a imunização de pessoas de 50 anos ou mais.

Soranz também anunciou o retorno da aplicação da primeira dose com CoronaVac, que estava suspensa desde 9 de abril devido à redução nas previsões de entrega pelo fabricante, o Instituto Butantan. No entanto, vale citar que o imunizante será destinado preferencialmente para segunda dose e para as grávidas, já que ainda não há recomendação científica para o uso da vacina de Oxford/Astrazeneca nelas.



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Larissa Ventura

Jornalista, radialista e produtora de conteúdo, apaixonada por cultura, turismo e pelo Rio

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