Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (29/07), a Cedae foi premiada pelo “Projeto Recuperação Produtiva da Juçara”, após vencer o Prêmio Firjan Ambiental 2021 na categoria “Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos”. O objetivo do projeto da companhia é promover a restauração ambiental da Palmeira Juçara (euterpe edulis) por meio do incentivo à produção de mudas e ao plantio de novas plantas da espécie. Esta é a terceira edição do Prêmio Firjan em que a Cedae vence por sua atuação na área ambiental.

A Companhia foi representada na premiação pelo Assistente de Controle de Programas Especiais, Alan Abreu, que agradeceu o reconhecimento em nome da Cedae e dos parceiros do projeto, realizado em conjunto com o programa Replantando Vida:

São diversos parceiros que participam deste projeto, desde Seu João e a família dele, que percorrem praticamente toda a Serra do Mar fluminense coletando os últimos fragmentos de juçara para extrair a polpa; os apenados que trabalham dentro do Programa Replantando Vida, que utilizam estas sementes resultantes da polpa para germinar e fazer novas mudas; e também os viveiros públicos e privados que recebem estas sementes e produzem novas mudas de juçara, e contribuem para que nos próximos anos a gente possa aumentar a população desta espécie, tentando mudar a realidade desta espécie, que está em risco de extinção hoje. Não é só um reconhecimento, mas um incentivo para que a gente continue desenvolvendo novos projetos sustentáveis dentro da Cedae”, afirmou.

O Projeto

Criado em 2018, o projeto é feito em parceria com a família Silva, grupo de produtores extrativistas da Região Serrana do estado do Rio de Janeiro que trabalha com colheita, beneficiamento e comercialização da polpa de Juçara, espécie nativa da Mata Atlântica ameaçada pela exploração predatória e ilegal.

Como são necessários muitos frutos da árvore para produção da polpa em boas quantidades, sobram grandes volumes de sementes sem uma destinação final – uma vez que o negócio familiar carece de mão de obra que possibilite o plantio em outras áreas. A Cedae realiza a coleta e distribuição das sementes resultantes do processamento da polpa até viveiros florestais, promovendo o aumento na produção de mudas desta espécie.

O projeto já recolheu mais de 10 toneladas de sementes da palmeira, sendo parte destas plantadas nos sete viveiros florestais mantidos pela Companhia, que são localizados na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de São Gonçalo, na ETE Alegria, na Estação de Tratamento de Águas (ETA) Guandu, no Reservatório Victor Konder, na Caixa Velha da Tijuca, no Complexo do Alemão e na Colônia Penal Agrícola de Magé. O projeto ainda beneficia outros 14 viveiros públicos e privados, além de nove unidades de conservação particulares, municipais, estaduais e federais.

Até 2021, mais de 60 ações locais de reflorestamento em 52 municípios do estado do Rio de Janeiro e dois do estado de São Paulo receberam, ao todo, 34 mil mudas de Juçara oriundas dos viveiros florestais da Cedae.

1 COMENTÁRIO

  1. Impressionante é CEDAE ganhar prêmio ambiental quando pouco mais da metade dos fluminenses apenas possuem seus esgotos tratados. CEDAE contribui mais pra desastres ambientais que o “garimpeiro” e “queimador” da Amazônia, mas como é empresa pública, põe a cabeça na terra igual um avestruz e assim fica na sombra das notícias. Privatização já de toda CEDAE!

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