Foto: Divulgação

O projeto Uerê, que teve início há décadas, quando Yvonne Bezerra de Mello criou nas ruas do Rio de Janeiro a Escola Sem Portas Nem Janelas com grupos de crianças e jovens em situação de rua, pede ajuda.

Para que o trabalho do Projeto continue, patrocinadores ou qualquer pessoa física podem ajudar, contribuindo através do link.

A evolução desta escola aconteceu depois da chacina da Candelária, em 1993, quando 8 crianças de um dos grupos atendidos por Yvonne foram assassinadas por policiais militares.

Atualmente, o projeto atende 420 crianças no Complexo de Favelas da Maré e mais de 130.000 crianças já têm contato com a Pedagogia UERÊ-MELLO em diversas cidades do Brasil.

Das muitas crianças que passaram pelo Projeto nesses anos todos, 98% estão longe do crime, conforme relatou o repórter Stuart Ramsay da Sky News do Reino Unido.

Recentemente, a iniciativa ganhou visibilidade na imprensa por conta de uma placa colocada no teto da unidade: “Escola. Não atire. Projeto Uerê”.

“Em um Estado em que o governador sobrevoa armado regiões de conflito e só pensa em mirar na cabecinha de alguém, que a ordem pra sair atirando vem do primeiro escalão, é verdadeiramente impressionante que uma mulher de cerca de 1.60 m disponha-se a passar seus dias ensinando a crianças em verdadeira zona de guerra, com método de aprendizado todo desenvolvido por ela. Dia desses, Yvonne me mandou uma gravação de um tiroteio que acontecia em uma bela manhã deste ‘invernico’ ensolarado – uma coisa apavorante. Que ela viveu, se jogando no chão com seus alunos para escapar de balas perdidas e para continuar a ensinar quando o cessar-fogo fosse decretado pelo alto comando da marginália”, escreveu Anna Ramalho em seu site.

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