O PSOL e seus parlamentares estão publicando, desde ontem, notas oficiais que repudiam a participação de um israelense e a existência de símbolos que remetem à bandeira de Israel na 22ª Parada do Orgulho LGBT, ocorrida ontem em São Paulo. Acredito que há muita coisa errada nisso.

1- PSOL é uma sigla que significa Partido Socialismo e Liberdade. Embora seja difícil acreditar que o socialismo e a liberdade possam caminhar juntos, creio que não faz sentido algum que um partido que diz defender a liberdade critique a participação de qualquer pessoa que seja em qualquer ato que seja. É um ato antidemocrático.

2- Não cabe ao PSOL definir quem pode ou não pode defender qualquer causa que seja, ou quem pode ou não pode participar da manifestação A ou B. É um ato autoritário.

3- Na medida em que diz defender a causa LGBT, o PSOL deveria querer o maior apoio possível, seja o indivíduo quem for. Ou será que israelenses não têm direito de ser tolerantes? É um ato contraditório.

4- A única parada gay do Oriente Médio ocorre justamente em Israel, pois é o único que respeita a diversidade sexual. A Palestina, que o PSOL diz defender, pratica atos de discriminação, violência e até assassinato contra os homossexuais. Não faz sentido algum um partido que diz simpatizar com a causa LGBT defender o islamismo radical. É um ato de indignação às avessas.

intervenção federal
Bruno Kazuhiro, cientista político

Em resumo, as notas do PSOL contra a participação israelense na parada gay são autoritárias, sectárias e contraditórias, gerando uma indignação ao avesso. Ou será que a pauta LGBT é menos relevante do que buscar criticar qualquer aliado dos EUA e praticar a mofada crítica ao imperialismo ianque a partir de publicações no Facebook com seus iphones?

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