Depois de terem denunciado o impeachment de Dilma Rousseff e falado que seria golpe, e ontem ter ajudado a salvar Crivella do 1º passo para seu afastamento, o PSol deve pedir nesta quarta, 27/03, o impedimento do prefeito Marcelo Crivella. Provavelmente baseado na CPI da Comlurb, que investiga o uso eleitoral da companhia para a campanha de Crivellinha e alguns deputados.

Claro que Crivella precisa ser afastado, mas o pedido do PSol vem com uma bela dose de hipocrisia. Afinal, se o impeachment de Dilma foi golpe, por que o de Crivella não seria? Só porque não faz parte do grupo de amigos e colegas políticos de Tarcisios, Camilas Pitangas e afins?

Se votou contra a eleição indireta, pois acha que cabe ao povo escolher seu representante e Crivella foi eleito como, se não pelo povo do Rio de Janeiro, que preferiu ele a Marcelo Freixo. Por que seria diferente nesse caso? Se escolheu bem ou mal, isso é problema da população.

A verdade é que o PSol da Câmara dos Vereadores teve um excelente motivo para não querer eleição indireta, eles acreditam piamente que Freixo pode ser eleito prefeito do Rio caso seja feita uma eleição nos próximos meses. O que, na indireta, dificilmente aconteceria, já que o partido tem problemas para conseguir aliados fora de sua zona de conforto. O resto é hipocrisia.



Siga nossas redes e assine nossa newsletter, de graça

Jornalismo sério, voltado ao Rio de Janeiro. Com sua redação e colunistas, o DIÁRIO DO RIO trabalha para sempre levar o melhor conteúdo para os leitores do site, espectadores dos nossos programas audiovisuais e ouvintes dos nossos podcasts. O jornal 100% carioca faz a diferença.

Uma enquete feita pela Juventude Democratas Carioca, e divulgada ontem pelo vereador Cesar Maia, mostra que se a eleição fosse hoje, Freixo realmente poderia terminar o 1º turno na frente. Mas vale lembrar que em outubro passado, o Rio de Janeiro deu uma votação acachapante para os conservadores Bolsonaro e Witzel, e não houve tempo para uma mudança tão grande no viés ideológico do carioca.

Talvez quem melhor tenha acertado em querer uma eleição direta, em caso de impeachment de Crivella, é Carlos Bolsonaro (PSL), que também votou contra a emenda a Lei Orgânica. Afinal, com o jogo ainda melhor para os conservadores, o seu provável candidato, o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL), pode ser um dos favoritos.

3 COMENTÁRIOS

  1. A diferença dos impeachments está em seu motivo. Não é possível que o senhor ache que a esquerda considera impeachment inconstitucional. A defesa é que o impeachment de 2016 foi pelas suas circunstâncias, pelo orquestração sabida de dois criminosos famosos. Gosto do blog mas acho que errou.

  2. Quintinho, o senhor é muito partidário, não acha? Só critica, mas não constrói nadinha… quero ver chegado o momento das eleições municipais qual será o recadinho que deixará no seu diário…
    Impeachment de Dilma foi golpe sim porque ela não tinha feito NADA que a comprometesse, já o do Crivella… pelamor, seja mais imparcial, jornalismo objetivo é isso e não adoutrinamento midíatico!

  3. A esquerda não faz um prefeito no Rio desde 1988, com Marcello Alencar (e ele não terminaria a carreira tão de esquerda assim). Freixo tem o recall e parte do sentimento de que poderia ser melhor se ele entrasse no lugar do Crivella (o que também pode derreter quando outros candidatos forem conhecidos). O modelo do PSOL de fazer campanha e política é bom para fazer vereadores, mas um tanto complicado para impor pautas e pode dar um teto. Na campanha passada, o Freixo fez uma campanha de segundo turno cheia de chavões de esquerda, o que foi um erro monumental: Crivella + Pedro Paulo + Flavio Bolsonaro passavam de 60%. Deveria mostrar um programa mais pragmático.
    Fora isso, nota-se que o centro político está fraco, sem um candidato viável conhecido…
    Aliás, se o Freixo ganhar e não for muito bem no cargo como serão rotulados os que o criticarem?

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui