PT rompe com Marcelo Freixo (PSB) e gera racha na esquerda do Rio de Janeiro

Para o presidente do PT-RJ, João Maurício, a aliança entre o PT e o PSB, no Rio de Janeiro, perdeu o “sentido” face às pretensões hegemonistas do Partido Socialista Brasileiro

PT retira apoio a Marcelo Freixo (PSB) na disputa pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro / Reprodução

O pré-candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSB) perdeu um apoio de peso na sua caminha pela disputa do Executivo estadual, nesta terça-feira (2). O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) retirou o apoio ao candidato pessebista em razão do não cumprimento de um acordo firmado entre os dois partidos em favor da candidatura do deputado e presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano (PT), na disputa por uma vaga ao Senado Federal. Alessandro Molon (PSB) travava um luta com Ceciliano por apoio, no âmbito da aliança no campo esquerdista. O apoio do PSB a Alessandro inviabilizou, dessa forma a coligação entre as duas siglas no Estado do Rio. As informações são do jornal Agenda do Poder.

Para o presidente do PT-RJ, João Maurício, a aliança entre o PT e o PSB, no Rio de Janeiro, perdeu o “sentido” face às pretensões hegemonistas do Partido Socialista Brasileiro.

“Não vemos sentido em fazer parte dessa aliança, já que o PSB quer uma posição hegemonista. Diante da intransigência do presidente [Carlos] Siqueira, que indicou o apoio à candidatura de Molon, vamos seguir defendendo Ceciliano e vamos levar a decisão ao diretório nacional”, afirmou o presidente do diretório estadual petista.

Em nota, o diretório estadual destacou que a insistência em apoiar Molon a André Ceciliano cria uma luta fratricida dentro da coligação, além de enfraquecer o palanque do pré-candidato à Presidência da República, Luís Inácio Lula da Silva, no Estado do Rio.

 “A divisão na coligação majoritária inviabilizará um palanque forte para o Presidente Lula, inviabilizará as nossas candidaturas majoritárias, tanto Freixo, como o André. Não aceitamos mergulhar nosso partido e nossas campanhas em uma guerra fratricida. Não faremos o jogo pequeno das prioridades pessoais, da manutenção de mandatos proporcionais a todo custo, como é a prioridade de alguns setores,” afirmam os petistas no comunicado.

No documento, a executiva estadual do PT afirma ainda que vai buscar outros partidos para a realização de coligações estaduais.

“Vamos, nos próximos dias, debater alternativas de coligação majoritária com a Direção Nacional do PT e com os partidos da Federação para que tenhamos um forte palanque do Lula no nosso Estado”, afirmam os petistas na nota.

Leia a nota do Partido dos Trabalhadores (PT) na íntegra.

O PT do RJ rompe a aliança com Freixo!

Nos últimos meses, um debate dividiu a coligação de apoio a pré-candidatura de Marcelo Freixo ao governo, foi a insistência do deputado Molon, com apoio de parte da Direção Nacional do PSB, em manter a sua candidatura divisionista ao Senado.

Esse descumprimento de um acordo feito entre Molon e Freixo, entre o PT e o PSB, nos dividiu, com parte da esquerda atacando o nosso companheiro André, pré-candidato do PT ao Senado, numa campanha sórdida nas redes, como não se via faz anos.

A aventura da candidatura divisionista se manteve, mesmo após o Ato na Cinelândia, mesmo após os posicionamentos do próprio Marcelo Freixo, Flávio Dino, Márcio França e Danilo Cabral em defesa da unidade e cobrando o cumprimento do acordo. Aliás, Marcelo Freixo sempre defendeu a unidade da coligação apostando primeiro no convencimento do deputado Molon, confiando no Acordo firmado entre os dois, e depois pressionando Molon e a Direção Nacional do PSB.

Na nossa boa fé, e na nossa crença na importância do cumprimento de acordos, sabendo da nossa responsabilidade na construção de uma coligação de 8 partidos, aguardávamos até agora por uma definição final da Direção Nacional do PSB. Todavia, fomos surpreendidos pela defesa do Presidente Nacional do PSB da manutenção da candidatura divionista e aventureira de Molon.

Consideramos que a divisão na coligação majoritária inviabilizará um palanque forte para o Presidente Lula, inviabilizará as nossas candidaturas majoritárias, tanto Freixo, como o André. Não aceitamos mergulhar nosso partido e nossas campanhas em uma guerra fratricida. Não faremos o jogo pequeno das prioridades pessoais, da manutenção de mandatos proporcionais a todo custo, como é a prioridade de alguns setores.

Reafirmamos a candidatura do nosso pré-candidato André Ceciliano ao Senado, candidatura aprovada por unanimidade no Diretório. Desde 2019, André liderou a ALERJ defendendo a UERJ, os servidores, e a democracia contra os ataques da ultra-direita. André nos representa.

Mas nesse cenário, infelizmente não é mais possível manter o apoio a candidatura Freixo ao governo do Estado. E vamos, nos próximos dias, debater alternativas de coligação majoritária com a Direção Nacional do PT e com os partidos da Federação para que tenhamos um forte palanque do Lula no nosso Estado”.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Eu quero é mais divisões. Falou em poder, rapidinho as raposas começam a brigar. Eu não jogo lenha nessa fogueira. Eu jogo é gasolina. Que vença a briga e a esquerda seja estirpada da política! ???????

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