Foto: Isac Nóbrega/PR

Não é preciso pensar muito para saber que a política fluminense vem, há anos, caindo vertiginosamente. A espiral de crise em que o Rio de Janeiro se meteu parece não ter fim.

Durante um curto espaço de tempo, achávamos que isso iria mudar. A eleição de Wilson Witzel – e cabe ressaltar que nós, do DIÁRIO DO RIO fizemos campanha para Eduardo Paes – parecia trazer um ar de segurança. Não a de segurança pública, mas a de firmeza com o jogo político.

De ar durão, se fazendo de forte e com uma narrativa de juiz linha dura, parecia que haveria uma ruptura com o passado Cabralesco. Para o bem, ou para o mal, mas haveria. Pois bem, aí veio a pandemia e o resto é história.

Acontece que agora, Cláudio Castro (PL) é o governador mais claudicante dos últimos anos. Quiçá décadas. Com um discurso de bom moço, religioso, pai de família, etc, suas ações acabam parecendo dizer o contrário.

Castro está no cargo de governador há cerca de 10 meses. 2 como efetivo. Neste meio tempo, já vimos nos jornais e colunas políticas um sem fim de reformas do secretariado, por exemplo. Também vimos descompassos com a ALERJ. Uma hora briga, a outra faz as pazes.

Vendeu a CEDAE e promete aplicar bilhões e bilhões de reais em “Infraestrutura” (sim, entre aspas, pois asfaltar ruas e estradas não é Infraestrutura), e isso como se fosse possível licitar, aplicar e inaugurar em menos de um ano – prazo que a lei eleitoral permite inaugurações.

Além disso, dá entrevistas dizendo que “é amigo do Bolsonaro porque o estado precisa”, mas quando o Presidente está no Rio, é quase como se fosse um pet atrás de seu dono. Aliás, quais benefícios o estado do Rio teve até agora, com essa relação? Nunca vi, nem ouvi.

Cláudio Castro no momento parece um governador fraco e não está passando segurança. Apesar de ter números confortáveis em cenários eleitorais hoje, não se pode esquecer que durante campanha eleitoral o jogo muda e se os aliados não sentirem firmeza na vitória, um beijo, um abraço e prazer ter lhe conhecido.

Qual será a renovação, tendo em seu palanque figuras mais do que velhas, que o cidadão fluminense já conhece de cor e salteado? Qual será a segurança que o governador pretende passar de que vai fazer e acontecer, se dentro do próprio Palácio Guanabara não se sabe o que quer da vida?

Criam-se e trocam-se órgãos na administração pública como se fossem bananas a venda na feira. Tudo em prol da “governabilidade”. Será? Duas trocas que simbolizam o absurdo que vivemos foram nas secretarias de Fazenda e Educação, que vinham fazendo um excelente trabalho – apesar de tudo – e foram entregues a personagens esquecidos e sem a menor experiência.

Falta pouco mais de um ano para a campanha começar. Até lá, infelizmente, nos cabe aceitar – mas fiscalizando – esse caos. Depois, bom, depois é votar e torcer.

3 COMENTÁRIOS

  1. Estou para ver matéria mais exata que essa!!!!! Meus aplausos, quem acompanha a política vê com facilidade que esse Governador terrivelmente católico, anda fazendo pactos você sabe com quem, para se manter no poder.

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