Não é novidade para muita gente que acompanha o DIÁRIO DO RIO que sou filiado ao Democratas, ainda da época em que era PFL. Instado pelos ideais liberais, pelo apoio ao bom governo FHC e pela presença de grandes quadros da política nacional, como os saudosos Luís Eduardo Magalhães e Marco Maciel. Mas, infelizmente, o partido que outrora já conquistou a maior bancada da história da Câmara dos Deputados, hoje não passa de um verdadeiro saco de gatos.

Não é de hoje que o Democratas vem se vendendo ao poder de maneira fácil. No início do governo Jair Bolsonaro (sem partido), mesmo com a promessa de independência, três ministros do partido foram nomeados – o que à época gerou um grande ciúme nos demais partidos. Hoje, com menos um ministro, o caos que se instaurou no partido só cresceu.

Após a saída de Rodrigo Maia, com críticas à aproximação do partido ao governo Bolsonaro, somos obrigados a ver o papelão que o Senador Marcos Rogério (RO), faz ao defender cegamente um governo fraco e claudicante. Agora, depois das denúncias do Deputado Federal Luís Miranda (DF) na CPI da Covid, vê-se que o partido está completamente fora de si. Mesmo após as insistências de seu Presidente ACM Neto de que se mantém como um partido independente. E olha que seu pupilo, o Prefeito de Salvador Bruno Reis, esteve cheio de amores com Bolsonaro recentemente.

Nesse mesmo cenário, vemos três importantes atores brigando entre si, como se fossem inimigos de morte. Luís Miranda, Marcos Rogério e o Ministro Onyx Lorenzino (RS), que também é do Democratas. Não há um rumo único para seus quadros. Cada um que vá por onde bem entender e o partido que se exploda.

Já no Rio de Janeiro, com a saída de Maia, o Deputado Federal e bolsonarista de primeira ordem Sóstenes Cavalcante irá assumir a direção da agremiação – de novo, sob as bênçãos do “independente” ACM Neto. Isso só nos mostra que o partido perdeu completamente sua razão de ser, transformando-se em uma legenda amorfa.

Desde o primeiro governo Lula (PT), o Democratas vem perdendo protagonismo, salvo com o período em que Rodrigo Maia presidiu a Câmara dos Deputados. E ressalte-se, por competência própria, porque se dependesse do partido…

É triste que uma legenda como esta venha se perdendo no caminho. Pode-se ter a discordância que for por suas posições políticas e ideológicas, mas é inegável a importância de seu trabalho na República pós 1988. Hoje, parece que todo este trabalho é jogado na lata do lixo, já que só importam os interesses pessoais e eleitorais – e não os nacionais. 

No final das contas, vemos que o antigo gigante está cada vez menor. Até ao ponto em que irá se tornar um nanico e, por que não? Desaparecer.

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