Em eleição tudo é possível. Em 2012, Rodrigo Maia foi candidato a prefeito, tendo Clarissa Garotinho como vice, e olha que a família era inimiga política até dias antes da aliança. Logo, aqui no Rio tudo, mas tudo mesmo, é possível. Até ser verdade a possibilidade de Cesar Maia ser candidato a vice governador de Marcelo Freixo.

Hoje seria impossível, PSol não faz alianças sem ser com a esquerda, o DEM nunca apoiaria algo tão estapafúrdio. Mas Freixo deve sair do PSol e ir para o PSB, já os Maia vão para o PSD. E aí a conversa flui fácil, o PSB é centro esquerda, o PSD não é nada a não ser, bem, governo. Se o PSD fosse um personagem, seria Mercúrio em Romeu e Julieta, mas sem o triste fim.

O PT deve apoiar Kalil como governador em Minas Gerais, ele é do PSD. O PT vai apoiar Freixo aqui no Rio, o Cesar Maia vai estar no PSD. Estão vendo onde quero chegar? O que seria impossível, passou a ser improvável, e agora não é de se estranhar. E , vale lembrar, Cesar Maia era do PCB, depois do PDT e até do PTB.

Mas o que significa essa aliança? Será que vai juntar as duas rejeições? Foi o que pensei inicialmente. Como eu votaria em Marcelo Freixo, figura por qual tanto antipatizo? Se tiver a chancela de Cesar Maia, prefeito que por mais tempo governou o Rio, apoio do Eduardo Paes, e outros nomes do Centro… Vai ser difícil não.

Meu voto, ideologicamente, caminharia para Claudio Castro, até por sua defesa da segurança. Mas que fique atento, estão fazendo de tudo para suavizar a imagem de Freixo, enquanto a de Bolsonaro ele próprio faz questão de queimar.

4 COMENTÁRIOS

  1. Acho bastante improvável que isso aconteça, criaria uma resistência muito grande no PSOL que poderia inclusive lançar Tarcisio ou Glauber contra o próprio Freixo caso ele se lance pelo PSB. Acho que para resolver essa equação, Freixo deve preferir o Felipe Santa Cruz que também vai pro PSD e seria um vice mas palátavel para as alas mais radicais da esqueda.

  2. Ideologicamente nenhum me agrada e jamais votei no Psol, mas o Castro não é um moderado. Longe disso. Precisa do bolsonarismo e do radicalismo para viver. Além disso, não me parece ser alguém com visão de longo prazo, segue a cartilha política fluminense que não muda a estrutura socioeconômica do estado e espera surfar na onda do petróleo. O Rio merece mais do que o mesmo.

  3. “Meu voto, ideologicamente, caminharia para Claudio Castro, até por sua defesa da segurança”

    Sabia que vota mal pra caramba. Mas não que tão mal (hein!)

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