Foto: Flávio Marroso/CMRJ

O vereador Dr. Jairinho (Solidariedade), de 43 anos, vinha se preparando para ser conselheiro do Tribunal de Contas do Município, coroando seus mais de 16 anos como edil do Rio de Janeiro. Tendo sido líder de governo tanto de Eduardo Paes, quanto de Marcelo Crivella, uma capacidade de elasticidade política sem igual.

Mesmo com o pai, o ex-deputado estadual Coronel Jairo, tendo sido preso na Operação Furna da Onça. Ainda assim seu nome aparecia na bolsa de apostas para o TCM, uma vaga seria do vereador Thiago K. Ribeiro (DEM), e a outra iria para ele, apesar de haver quem apostasse no nome de Rosa Fernandes (PSC).

Mas agora, Dr. Jairinho vai precisar dar muitas explicações. A morte de seu enteado tem gerado mais perguntas e nenhuma resposta, e por mais que o vereador se prove inocente, ele já sofreu um desgaste forte em sua imagem após a sequência de matérias feitas pela Globo, inclusive com reportagens feitas pelo Fantástico.

Nem investigado pela morte do menino Henry, Jairinho é, mas ele já assumiu que nunca exerceu a medicina, apesar de formado, e usar como nome de urna o de Doutor. Inclusive aparecendo em material de campanha com jaleco, não chega ao estelionato eleitoral, mas pega, no mínimo, mal. Contudo, será alvo de sindicância do Conselho de Medicina para apurar se houve omissão de socorro.

Depois veio a nomeação da sua namorada, Monique Medeiros, mãe de Henry, no gabinete do Conselheiro Luiz Antônio Guaraná, com um salário de R$ 12.000. Além de ser diretora de uma escola municipal, com salário de R$ 4.487,27. Há indícios que ela pode ser funcionária fantasma, o que pega muito mal para o vereador que pretendia ocupar uma vaga entre os conselheiros.

Agora, começam a aparecer acusações de agressão, de uma ex-namorada do vereador. Que diz que ele agredia a sua então enteada e dizia frases como “Você atrapalha a vida da sua mãe!” e “A vida da sua mãe ia ser mais fácil sem você!”, quando estava sozinho com a menina. Segundo a ex-namorada, a filha dela chorava muito e chegava a vomitar de nervoso, quando acompanhava Dr. Jairinho.

Ela também disse que Jairinho teria rasgado sua roupa na rua, por estar voltando de uma festa. Além ter forçado a ex-namorada contra o portão de sua casa, quando ela se recusou a falar com ele, batendo os seios da mulher na grade. Como, à época, a denunciante estava se recuperando de uma cirurgia de implante de silicone, a ação acabou abrindo alguns dos pontos.

O advogado do vereador negou ao portal G1 as acusações, que elas têm mais de uma década e não há testemunhas. E que além disso Jairinho jamais teve comportamento violento.

Mas nesta terça-feira, 30/03, o jornalista Lauro Jardim/O Globo, traz uma nota que Dr. Jairinho já foi acusado de envolvimento com uma milícia do Rio de Janeiro, e em um dos momentos mais tristes da história recente da imprensa carioca. Quando, em 2008, uma equipe do jornal O Dia foi torturada por milicianos na favela do Batan. O Coronel Jairo foi, na época, apontado como um dos políticos envolvido com os criminosos.

Jardim citada trecho do texto “Minha Dor Não Sai no Jornal”, escrito para a revista “piauí” em 2011, o fotógrafo Nilton Claudino — um dos dois jornalistas agredidos por sete horas — relata como duas figuras públicas estiveram presentes na sessão de tortura:

A repórter reconheceu a voz de um vereador, filho de um deputado estadual. E ele a reconheceu. Recomeçou a porradaria. Esse político me batia muito. Perguntava o que eu tinha ido fazer na Zona Oeste. Questionava se eu não amava meus filhos.”

A Polícia Civil do Rio de Janeiro chegou a investigar o deputado Coronel Jairo seguindo a denúncia de que um de seus assessores, de nome “Betão”, havia abordado a equipe de reportagem antes da apuração jornalística começar. O inquérito policial, contudo, não foi o suficiente para indiciá-lo.

Não há, até o momento, uma única prova contra Dr. Jairinho, mas o que já foi feito arranhou sua imagem fortemente. Não irá mais para o TCM, não poderá ocupar cargo de secretário ou liderança por muito tempo. Quanto a ser eleito? Não há dúvidas, seu eleitorado não está preocupado com estas questões.

15 COMENTÁRIOS

  1. O jornal não deveria admitir que um jornalista deste nível, trabalhe para este jornal. Este artigo é lamentável. Como é possível este homem defender um criminoso e ter a coragem de dizer que não existe prova? Ele esqueceu de relatar em seu artigo a conversa da baba com a mãe do Henry , qdo a babá diz que o ‘Dr Jairzinho’ trancou o menino no quarto e colocou a televisão com um som bem alto , para ninguém escutar que ele estava espancando a criança, e , qdo o Henry saiu do quarto ele estava mancando. Tudo isto foi relatado pela babá , denunciando a mãe do Henry toda a violência que ele estava sofrendo

  2. Esse pisicopata e sádico Jairinho gostava de bater forte em criancinhas e em mulheres. Achava que podia matar o menino Henry e que ia ser enterrado sem que descobrisse que ele o matou. Monstro é o que ele é, e tem que pagar muito caro pelo que fez na cadeia. A mãe da criança e sua cúmplice por interesse em boa vida também deve pagar. Que Deus conforte o coração do Leniel pai da criança, que foi enganado pela mãe do Henry, pela babá e pela avó materna. Elas sabiam que a criança sofria violência nas mãos do “monstro de Bangú”.

  3. Texto nojento de puxação de saco para um político sociopata assassino de criança. Esse Jairinho está no mesmo nível do Febrônio, assassino de criança que assombrava o Rio na época de meu avô. Texto lamentável de puxação de saco. O autor deveria ser demitido por escrever uma aberração dessas.

  4. O quintal do vizinho nao é longe do seu… Se nao for você o psicopata da sua casa, peço a Deus que livre seus filhos de conhecer um!
    ENPATIA, TENHA EMPATIA… A criança morta por ato violento contundente, NAO CAIU DA CAMA!
    SEU DOENTE!!!

  5. Sim, não há apenas uma prova…. Há centenas! Jornalismo partidário e cego… Parabéns! Aproveite e o entreviste na cadeia,bque é o.lugar de inocentes!

  6. Esse psicopata demente tem que ser preso, jogado na cadeia mais imunda que tiver se fosse em SP desejaria que o PCC desse um jeitinho nele igual deram nos marginais que mataram o Brian o menininho boliviano!

  7. Tudo leva a crer que foi o Jairinho que matou de porrada o menino Henry, a menos que um fantasma tenha conseguido ingressas no ap naquela madrugada. Um fantasma de carne e osso. Ademais, o PATRASMENTE desse vereador é péssimo, assim como igualmente como o de seu pai ligado a milicianos de Bangu, RJ.

  8. Tudo leva a crer que foi o Jairinho que deu porrada e matou o menino, a menos que alguém acredite que um fantasma de carne e osso tenha ingressado naquelas horas no ap em que ele estava. Ademais, tem um PATRASMENTE péssimo junto com o pai em matéria de agressão.

  9. A casa tá começando cair para o “doutor” Jairinho, mesmo que se prove inocente (coisa que todos sabemos que não é) será por conta do seu advogado, que presta tanto quanto ele, mas a justiça de Deus não falha, uma hora a conta vai chegar pra ele…

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