Na manhã desta terça-feira, 22/10, o carioca foi acordado com a notícia de que o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) foi preso por desdobramentos da Operação Hades. E olha que uma de suas qualidades, dita até por seus adversários, seria a honestidade. Parece que não sobrou nenhuma.

Faltando 9 dias para o fim de seu mandato, Crivella tem o desfecho compatível para o pior prefeito da história do Rio. Seu governo é marcado exatamente pela falta de marcas, nada digno de nota foi feito, nada que pode ser lembrado pelas gerações futuras, a não ser o 1º prefeito do Rio a ser preso. Algo que ele disse 10 vezes no último debate da eleição do Rio, na TV Globo sobre seria preso por corrupção durante o mandato,“Eduardo Paes vai ser preso. Eu digo isso com o coração partido”, como lembrou Bernardo Mello Franco em O Globo. Algo que aconteceu com ele próprio.

O homem que começou seu mandato prometendo cuidar das pessoas, descobriu-se que cuidava apenas dos seus. Eleito em 2016, mais por causa da rejeição ao outro candidato, Marcelo Freixo (PSol), do que por suas próprias qualidades, Crivella poderia ter feito um governo mais independente das forças políticas que sempre dominaram a cidade do Rio, e foi para lá que correu.

Chegou a criar secretarias Frankensteins, para se livrar dos processos de impeachment que foram feitos contra ele na Câmara dos Vereadores, como a Secretaria Municipal de Qualidade de Vida e Envelhecimento Saudável e Eventos, ou a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Tecnologia. Enquanto isso, a Parques e Jardins, máquina de votos ao podar árvores, ficou com a enorme Secretaria de Qualidade de Vida e etc, mas quem fazia a poda mesmo era a Comlurb. Uma loucura de um homem desesperado ao se agarrar ao poder.

Moradores de rua espalhados pela cidade e sem nenhuma ação para acolhe-los, ambulantes espalhados pela cidade e nenhum projeto para dar um emprego formal, sucateamento da saúde básica e, entre tantos outros mandos e desmandos, o Rio de Janeiro é uma das cidades com maior taxa de mortalidade por Covid-19. E essa semana, passamos São Paulo, com mais do dobro de população, em número de internados pela pandemia.

Sem contar a forma que tratou a imprensa, qualquer crítica era porque tinha cortado verbas publicitárias, berrava #GloboLixo, mas na emissora, durante o debate, ficou calado. Demonizou o carnaval, e fazia o mesmo com religiões de matrizes africanas (preconceito claro no mesmo debate, ao chamar o chapéu Panamá de Paes, de chapéu de Zé Pelintra), foi homofóbico em uma cidade cosmopolita, reclamando do turismo gay no Rio, ou das maluquices ditas quando afirmou que PSol queria ensinar pedofilia nas escolas.

Crivella, finalmente vai conseguir entrar para a história, não apenas como o pior prefeito que o Rio de Janeiro já teve. Também não entrará como o único a ter suas contas rejeitadas pelo TCM-RJ, ele entrará como o primeiro prefeito da história do Rio a ser preso por motivos não políticos.

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