Cemitério São João Batista | Foto: Marcos Tristão

A pandemia de Covid-19 pegou todos de surpresa e causou mudanças por todo o mundo. O estado do Rio de Janeiro teve o maior número de mortes desde o início da série histórica, em 1999. O aumento de um ano para o outro nunca atingiu um percentual tão alto.

Segundo informações do RJTV, da TV Globo, de 2019 para 2020, o número de mortes subiu em 19%. Em circunstâncias comuns, esse percentual costuma ser em média 2%.

O número de mortes em casa também passou por um aumento significativo: foram 22% a mais. A Associação Nacional dos Registradores diz que o medo das pessoas de procurarem os hospitais para os tratamentos de rotina é um dos motivos para essa alta, além da falta de leitos no Rio de Janeiro.

De acordo com os registros em cartórios, 30 mil pessoas morreram com Covid-19 ou com suspeita de ter contraído a doença. Isso representa mais de 2,5 mil mortes a mais que os números oficiais divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde. No último boletim divulgado pela Secretaria, haviam sido registrados 27.441 óbitos.

Sempre que alguém morre, seja qual for a causa, é preciso fazer a certidão de óbito. Essa declaração é feita num cartório e o documento indica o motivo do falecimento, de acordo com o atestado do médico. O registro deve ser feito até 15 dias depois da morte. Os cartórios afirmam que a diferença nos números ocorre principalmente devido aos casos suspeitos, além do atraso nas notificações, pois os dados chegam aos cartórios praticamente em tempo real.

Também se destaca o salto no número de mortes nos últimos meses do ano. Em novembro foram 2.418 mortes registradas nos cartórios por coronavírus. Em dezembro, foram 5.169 mortes, mais que o dobro do mês anterior.

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