Relatório aponta que Carnaval de rua do Rio é fonte de renda para 20 mil pessoas durante os dias de folia

Já entre abril e dezembro, por exemplo, quando os festejos diminuem, cerca de 9 mil pessoas sobrevivem com atividades ligadas aos blocos

Imagem meramente ilustrativa de movimentação carnavalesca no Centro do Rio - Foto: Reprodução

Cancelado pela Prefeitura do Rio de Janeiro devido ao atual momento pandêmico que vivemos, com muitos casos positivos de Covid-19 em função da variante Ômicron, o Carnaval de rua da capital fluminense é fonte de renda para cerca de 20 mil pessoas durante os dias que acontece a folia. As informações são de um levantamento realizado pelos pesquisadores Gabriel Pinto, do Laboratório de Inteligência Artificial da Universidade Federal do Estado do RJ (UniRio), e Cristina Couri, do Laboratório de Economia Criativa da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Já em relação ao restante do ano, isto é, entre abril e dezembro, os festejos continuam gerando renda para aproximadamente 9 mil pessoas, uma vez que elas estão envolvidas em atividades como oficinas de percussão, ensaios, rodas de samba, festas, shows corporativos, gravações audiovisuais, formaturas, entre outros. Vale ressaltar que a pesquisa não abrange os vendedores ambulantes.

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É importante ressaltar que o levantamento foi realizado a partir do material do ”Mapeamento do Sistema Produtivo Criativo do Carnaval de Rua do Rio de Janeiro” apresentado por Cristina no I Congresso Ibero-americano Interdisciplinar de Economia Criativa, de dados fornecidos pela Riotur e de um outro estudo, da pesquisadora do Observatório das Metrópoles e do Observatório da Justiça Brasileira (FND/UFRJ) Fernanda Amim Sampaio Machado.

Ainda segundo o relatório, levando em consideração também o que é gasto com hospedagem e com tudo que é consumido nos blocos, os foliões costumam movimentar em torno de R$ 1 bilhão na economia municipal.

”A discussão em torno da realização Carnaval é uma discussão que caminha para o lado do poder e as pessoas que mais precisam dele muitas vezes são esquecidas”, diz Gabriel Pinto.

3 COMENTÁRIOS

  1. Lembrando que a letalidade da nova variante não é tão letal quanto as outras, pelo menos entre vacinados (quem não foi vacinado deveria ser considerado suicídio). Agora reflitam sobre o que compensa mais: 20 mil pessoas sem tem o que comer em casa, ou diversas pessoas com algo que se assemelha a um resfriado comum. Reflitam.

    • Não ser tão letal ou grave segundo um percentual.
      Nesse sentido. Se antes, um percentual de 5% de 100 mil poderia vir a ser grave, um potencial 5 mil hospitalizações.

      Supondo menos letal a nova variante, porém mais transmissível que é.
      Então para 1% de 1 milhão de pessoas.
      Temos 10 mil hospitalizações.

      Quantidade essa apenas de hospitalização é de se considerar baixa pelo número de leitos somados das redes pública e privada, porém como ainda tem os atendimentos ambulatoriais e afastamentos do trabalho, o impacto na economia será grande de qualquer forma.

      Além do que gera afastamento e tempo de recuperação maiores no caso do Covid-19 mesmo nessa variante.
      Um resfriado comum (rinovirus) em três dias passa e não precisa de maiores cuidados (monitoramento).
      Já no Covid-19 tem de pelo menos 7 dias de afastamento (dos vacinados) e no mínimo 10 dias (dos não vacinados).

  2. É melhor que essas 20 mil pessoas recebam alguma assistência social durante o mês do que tenhamos 20 mil hospitalizações, considerando que aquele número é o de gente que tem renda no Carnaval de rua, não o de foliões.

    Se considerarmos que a média entre 5 e 10 mil foliões por bloco – alguns da orla da Zona Sul e do Centro passam de 150 mil (só para lembrar);

    Se considerarmos a alta taxa de transmissão entre não vacinados e mesmo vacinados;

    Um percentual que seja sobre quase um milhão de pessoas nas ruas que resultasse na necessidade de atendimento médico (ambulatorial ou hospitalização) causaria colapso no sistema de saúde, levaria ao afastamento de milhares de seus empregos e afetaria muito mais a economia.

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