Um dos três únicos restaurantes populares que ainda funcionam na cidade do Rio de Janeiro, o de Bonsucesso, está com muita sujeira, goteiras e infiltrações expostas. A cozinha sofre com a proximidade de caixas de esgoto entupidas.

Na entrada do restaurante não há medição de temperatura, nem qualquer controle quanto à imunização dos frequentadores.  Por conta disso muitos ambulantes que trabalham na área externa do restaurante deixaram de frequentar a unidade. E ao contrário do que anuncia o site Carioca Digital, o restaurante não está servindo o jantar.

As pessoas que procuram o restaurante popular de Bonsucesso para almoçar, pagando R$ 2 por um prato de comida reclamam que a qualidade das refeições já foi muito melhor. Além disso, quem frequenta o local não tem acesso a sabonete ou papel toalha, nem nas únicas duas pias da área comum e nem nos banheiros, todos bastante sujos e sem tábuas nos vasos sanitários. Os banheiros também não tinham portas nos reservados e nem puxadores para as válvulas de descargas.

Os problemas estruturais e deficiências nos serviços foram flagrados nesta quinta-feira (07/10), em vistoria da Frente Parlamentar contra a Fome da Câmara Municipal do RJ, presidida pelo vereador Dr. Marcos Paulo (Psol).  No próximo dia 18 de outubro a Frente fará um debate para o qual já convocou a Prefeitura para discutir a reabertura dos cinco restaurantes populares que se encontram fechados na cidade (Irajá, Cidade de Deus, Méier, Madureira e Central) e para cobrar mais investimentos para os únicos três restaurantes populares que ainda se encontram abertos no município (Bonsucesso, Bangu e Campo Grande).

“A prefeitura cortou R$ 2,2 milhões do orçamento destinado aos três restaurantes populares que sobraram na cidade, o equivalente a menos 495 mil refeições. Em vez de promover cortes a prefeitura tem que reformar os restaurantes que ainda estão de pé e investir forte para reabrir os outros cinco que estão fechados. Diante da crise de fome e insegurança alimentar que estamos vivendo é urgente que a prefeitura destine investimentos para essa área”, ressalta o presidente da Frente contra a Fome Dr. Marcos Paulo.

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Trabalho e Renda (SMTE), informa que o prédio onde funciona o Restaurante Popular de Bonsucesso pertence ao Governo do Estado do Rio de Janeiro. Cabe ao ente estadual realizar os reparos necessários na estrutura do imóvel. A SMTE vem cobrando providências neste sentido.

Quanto às refeições servidas nas unidades sob gestão do Município (Bonsucesso, Campo Grande e Bangu), informamos que não houve alteração na quantidade de comida ofertada. Seguimos o padrão estabelecido no edital de licitação, realizado com base em parâmetros técnicos, levando em conta a qualidade, quantidade e prazos de validade dos alimentos. Todos os equipamentos contam diariamente com a supervisão de um nutricionista.Os restaurantes de Madureira, Central, Irajá, Cidade de Deus e Méier não foram municipalizados.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro ainda não se pronunciou sobre a situação.

1 COMENTÁRIO

  1. Nossa! Parece um curral abandonado… Vergonha atender necessitados nesta pocilga…
    Mais uma comprovação do descaso da administração pública com quem a financia e sustenta.
    Pagar imposto e receber demagogia e hipocrisia do governo deveria promover impeachment imediato.

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