Foto: Tomaz Silva/ABr

A pandemia de Coronavírus trouxe mudanças inesperadas e causou diversos prejuízos. Um dos setores mais afetados foi o dos restaurantes. A Associação Nacional de Restaurantes (ANR), em parceria com a consultoria Galunion e o SindRio, divulgou dados da nova pesquisa da série Covid-19 e os resultados mostram os problemas enfrentados na retomada.

A pesquisa, realizada com mais de 500 empresas de todo o país entre 7 e 27 de novembro, tratou de temas como o fechamento de lojas, perda de faturamento e perspectivas para 2021. Confira os resultados no Rio de Janeiro:

Dentre os entrevistados, 31,25% afirmou ter precisado fechar pelo menos uma unidade durante a pandemia. Sobre o faturamento, 24% dos participantes responderam que reduziu entre 50 e 75% do faturamento quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Já 22,7% afirma que perdeu entre 26 e 50% do faturamento.

O delivery e o take away, que na pesquisa representaram 86% dos respondentes, foram as atividades que mais cresceram no ano. Vale lembrar que essas eram as únicas modalidades permitidas durante o período de isolamento social com regras mais rígidas, que aconteceu entre abril e julho.

Uma das questões da pesquisa foi qual a percepção de crescimento da modalidade após a reabertura para público. 39% respondeu que diminuiu o faturamento em mais que 10%, 19% respondeu que diminuiu pouco (até 10% do faturamento) e 23% declarou que o faturamento na modalidade se manteve. Apenas 15% declarou que o faturamento na modalidade cresceu mais que 10%.

Quanto às dificuldades enfrentadas, 46% dos empresários atribui à falta confiança do cliente em voltar a frequentar bares e restaurantes, 16% acredita que a limitação de horário, excesso de protocolos e vagas limitadas afastam o consumidor e 21% acredita que a maior dificuldade é que o seu negócio está localizado em local onde o público não voltou (escolas, shoppings, aeroporto, redondezas de escritórios etc.).

Além disso, 87,50% dos entrevistados afirma que fez uso da MP 936 (hoje Lei 14.020), 57,14% afirma que irá renovar a suspensão de contrato e redução de jornada, e 51,79% precisou demitir funcionários durante a crise. Para muitas empresas isso representou cerda de 45% do total de colaboradores.

Sobre crédito, 66% diz que fez pedido de crédito a instituições financeiras no início da pandemia. Dentre as que solicitaram crédito 72,97% conseguiu o financiamento. Já para os que não conseguiram crédito, 40% acredita que o principal motivo foi a falta de garantias.

Vale ressaltar que meio com as dificuldades, 51% das empresas afirmou que está com os tributos em dia. Além disso, apesar dos dados que mostram as dores do setor, 91% acredita que vai conseguir manter o negócio em 2021, o que mostra a resiliência e capacidade de se adaptar à dura realidade.

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