Restaurantes registram queda de 2,7% no consumo, segundo levantamento da Fipe

O seguimento de supermercados, no entanto, apresentou um acréscimo de 2,7% em seu faturamento, durante o período analisado

Modalidade self-service está liberada novamente nos restaurantes do Rio - Foto: Reprodução

Uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), juntamente com a Alelo, empresa especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas, revelou o que os cariocas atestam em padarias, lanchonetes, bares e restaurantes do Rio de Janeiro, durante o período pandêmico e pós-pandêmico: a queda no consumo.

De acordo com o levantamento, o consumo nesses segmentos sofreu um recuo de 2,7% no mês de janeiro de 2022, em relação ao mesmo período do ano passado. Os restaurantes registram também uma queda representativa no que diz respeito ao consumo. Segundo, a métrica “Índices de Consumo em Restaurantes (ICR)“, a queda foi de 0,7% nas vendas e 2,5% no número de estabelecimentos que realizaram ao menos 1 transação em janeiro.

De acordo com Cesario Nakamura, presidente da Alelo, tais resultados são indicativos de um cenário configurado em todas as capitais da federação. Alta da inflação, queda na renda dos trabalhadores, aumento do número de casos de contaminados pelas novas variáveis de covid-19, aliados à mudanças de comportamento por parte dos consumidores impactaram os indicadores atrelados à frequência a bares e restaurantes.

Por outro lado, os supermercados foram os estabelecimentos que mais saíram lucrando durante os períodos pandêmico e pós-pandêmico. No mês de janeiro de 2022, a malha de supermercados brasileira apresentou um acréscimo de 2,7% em seu faturamento. Na métrica, “Índices de Consumo em Supermercados (ICS)” relacionados ao mês de janeiro, no biênio 2021-2022, os dados mostram um avanço de 5,5% no número de estabelecimentos que fecharam pelo menos uma transação e 6,6% no volume de vendas.

Tais resultados apontam, segundo a Fipe, um forte e consolidado crescimento do segmento de supermercados, contrariando um tendência de fraco consumo no mês de janeiro, durante o período de pandemia. No decorrer de 2021, esse indicador oscilava em torno de -10% em relação a 2019; no último mês, no entanto, ele ficou a apenas 1,3% do patamar de janeiro de 2019. As informações do jornal O Dia.

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