Censo é organizado pelo IBGE - Foto: Reprodução/Internet

A cada 10 anos, acontece o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que tem como objetivo atualizar a contagem populacional e apurar dados como renda e educação, sempre com vistas à elaboração de novas políticas públicas. Realizado pela última vez em 2010, o próximo será no ano que vem, em 2020, mais precisamente entre os dias 01/08 e 31/10.

Já visando este processo, foi realizada nesta segunda-feira (29/10), no Plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a Reunião de Planejamento e Acompanhamento do Censo (Repac).

De acordo com Gabriel Barros, coordenador operacional do Censo no Estado do Rio de Janeiro, o avanço da tecnologia vai facilitar o trabalho dos agentes censitários no próximo ano.

”Em 2010, tínhamos mais postos de coleta porque precisávamos na época que o servidor fosse fisicamente ao local. Mas isso mudou. Houve uma diminuição desses postos de coleta porque hoje os agentes contam com celulares para poderem trabalhar melhor. Na minha opinião, a tecnologia é uma solução, porque possibilita a cada dia superar, inclusive, as dificuldades financeiras com desenvolvimento de sistemas e acelerando a produtividade. Se não fosse a tecnologia não seria possível a atuação do IBGE com o quantitativo de pessoal. Acredito que essa seja uma realidade de todo o serviço público”, ressaltou, salientando que, em 10 anos, houve a redução de 57% no número de servidores e um aumento de 250% de agentes temporários.

Gabriel Barros durante reunião na Alerj – Foto: Divulgação

Oportunidade de trabalhar no Censo

Durante o evento, também foram divulgadas informações sobre 17 mil vagas de trabalho temporário para atuação no Censo Demográfico 2020 apenas no Rio de Janeiro, que devem ser abertas em março do ano que vem. Gabriel ainda frisou a importância de todos cidadãos terem ciência da importância de responder ao questionário.

”É importante todos saberem que devem receber o agente censitário do IBGE. O sigilo está garantido e o instituto está elaborando uma forma de o servidor não saber informações detalhadas do cidadão e, mesmo que o agente saiba, o sigilo está garantido. Esses dados são importantes para a implantação de políticas públicas e privadas no país”, disse o coordenador do Censo.

Reunião de Planejamento e Acompanhamento para o Censo 2020 – Foto: Divulgação

O deputado Anderson Moraes (PSL) presidiu a reunião e afirmou que o Censo é um investimento para toda a sociedade do país.

”Atualmente, eu não vejo como conseguirmos avançar nas localidades se não tivermos informações atualizadas. Eu vejo o IBGE como uma forma de investimento. Algumas prefeituras não têm uma secretaria de planejamento e hoje passam por dificuldades por não conseguirem entender para qual caminho a cidade deveria percorrer em relação à educação e à saúde. O IBGE é importantíssimo porque faz todo esse estudo”, disse o parlamentar.

Anderson Moraes durante reunião na Alerj – Foto: Divulgação

Segundo Geiza Rocha, secretária-geral do Fórum de Desenvolvimento da Alerj, a reunião funcionou como um auxílio à mobilização do parlamento carioca.

”É importante se pensar na estruturação de políticas públicas e sendo parte do Fórum de Desenvolvimento não podíamos ficar fora, e também ajudar na participação do poder legislativo. É Importante que os deputados conheçam a operação e saibam como ela funciona e de que maneira podem alertar a todos os cidadãos do estado para que eles participem, divulgando essas informações para mapear os desafios para o futuro do Rio de Janeiro”, pontuou Geiza.

Também participaram do evento Alberto Azemiro de Carvalho, chefe substituto da unidade estadual do IBGE; Thais Chaves, assessora de projetos da Secretaria Estadual de Transportes; Felipe Macedo, coordenador do IBGE Educa; e Joercio Paul, superintendente de Inovação e Empreendedorismo da Subsecretaria Estadual de Indústria, Comércio, Serviços e Ambiente de Negócios.

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