Foto: Divulgação

O projeto Revitaliza Rio, iniciativa da Carioca DNA e do ICCC, em parceria com a produtora Das Lima, com financiamento da iniciativa privada, através das leis federais e municipais de incentivo à cultura, entrega para a cidade o Parque da Catacumba, na Lagoa, totalmente renovado. A recuperação do local contou com restauração das 32 esculturas, limpeza dos jardins, instalação de parque infantil e academia para terceira idade, reforma da sede e novas placas de sinalização, além de restauração do Portão do Parque Guinle, que será finalizado no final de dezembro.

Mesmo em um ano difícil, com todas as adversidades e condições impostas pela pandemia, conseguimos entregar um trabalho primoroso, fruto de muita dedicação e profissionalismo de todos os envolvidos. Esse projeto só foi possível com o apoio das leis de incentivo à cultura, instrumentos fundamentais para que iniciativas como essa sejam viabilizadas, e com o comprometimento das empresas patrocinadoras, que acreditaram na nossa proposta de reintegrar parte da história e do patrimônio cultural e devolver para a cidade equipamentos sustentáveis, preservando e valorizando o meio ambiente”, diz Luciana Levacov, da produtora Carioca DNA.

No Parque da Catacumba, houve recuperação paisagística. Na prática, isso significa que foram plantadas mudas de espécies nativas, além de reconstituição das áreas verdes próximas aos locais destinados ao uso público e a identificação das árvores frutíferas e das espécies naturais existentes no parque. Além disso, as 32 obras de arte recuperadas pela Companhia de Restauro receberam novas placas com legendas de identificação e, também, QR Code com informações mais aprofundadas, com textos assinados pela curadora e historiadora Vanda Klabin.

O Pavilhão Victor Brecheret, única edificação existente no parque, também foi reformado. O local, que tem projeto arquitetônico de Carlos Porto e Leila Beatriz Silveira, foi premiado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ). Para ajudar na segurança e localização dos visitantes, foi instalada nova sinalização e placas com informações e curiosidades sobre espécies da fauna e da flora nativas da Mata Atlântica presentes no parque.

Com a recuperação do Parque da Catacumba e a instalação de novos atrativos para todas as idades, esperamos reconectar a comunidade ao parque e vê-lo reviver como importante referência em lazer e cultura. O Rio é uma cidade privilegiada e usufruir de espaços como esse, de estreito contato com a arte e a natureza, contribuem para melhorar a qualidade de vida e elevar a autoestima do carioca”, afirma Lilian Pieroni, da Carioca DNA.

Ações no Portão Guinle

Restauração no Portão Guinle | Foto: Divulgação

O processo de restauração do Portão Guinle teve início em agosto, com trabalho técnico executado pela Concrejato. O portal monumental histórico, pórtico de entrada do Parque Guinle, recanto verde localizado no bairro de Laranjeiras, foi fabricado na fundição Schwartz & Meurer, em Paris, e adquirido, em 1911, por Eduardo Guinle para ser o portal do palacete, construído entre 1910 e 1913, que servia como residência de sua tradicional família.

Tombado pelo município do Rio de Janeiro em 2001, o portão possui estrutura em ferro fundido e os ornamentos, em formatos de folhas, flores e pináculos, são produzidos em bronze.

O Portão Guinle é inteiramente vazado. Diferentemente de portões que impedem a visão do outro lado, o do Parque Guinle é aberto aos ventos e à vista, todo estruturado em hastes livres interligadas. Monumental e aconchegante, sua restauração é bem-vinda, pois o que se restaura, para além do portão, é a dignidade de uma cidade que deve, por meio de seus símbolos, sempre renovar a crença em si mesma. O Portão Guinle revive, na sua beleza inventada pelo homem, a beleza imensurável da natureza que o rodeia”, declara o jornalista e curador de arte Leonel Kaz, morador do Parque Guinle.

No Parque Guinle, o Revitaliza Rio restaurou totalmente o portão, ornamentos e luminárias. Além disso, foram restauradas duas estátuas de leões alados em ferro, produzidas pela fundição francesa Val d’Osne, e duas estátuas de anjos em bronze montados em duas esfinges em mármore branco, reproduções da obra de Louis Lerambert, existentes no Jardim de Versalhes, na França. As peças que não permitiam restauro foram substituídas.

É fundamental a participação da sociedade civil no dia a dia da cidade. Juntos, podemos transformar os espaços públicos e participar ativamente do desenvolvimento de todo o potencial do Rio, destacando suas riquezas naturais, históricas e culturais”, declara Renata Lima, diretora e produtora cultural da Das Lima.

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui