Calçadão de Ipanema | Foto: Reginaldo Pimenta

Neste sábado (25/09), a Capital Fluminense conclui seu calendário de imunização das idades autorizadas pela Anvisa para receber a vacina contra Covid-19. A campanha de vacinação, que nos últimos nove meses vem imunizando faixas etárias por ordem decrescente, chega neste sábado (25) repescagem para quem tem 12 anos ou mais. Segundo a gestão municipal, mais de 9 milhões de doses já foram aplicadas na campanha, ultrapassando metade da população carioca total com o esquema vacinal completo e 99% dos adultos imunizados.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, celebra que o chamado passaporte da vacina tenha incentivado ainda mais cariocas a se imunizar:

“Tivemos uma procura alta de pessoas buscando se vacinar na repescagem. Ficamos felizes em vaciná-las”.

A expectativa da Prefeitura é vacinar 80 mil pessoas nos próximos dias com a segunda dose. Além disso, os idosos de 84 anos ou mais e pessoas com alto grau de imunossupressão com 40 anos ou mais receberão a dose de reforço (DR) até o final de semana.

Até a última quinta-feira (23), 5.457.460 pessoas haviam tomado a D1 de CoronaVac, AstraZeneca ou Pfizer, e outras 139.758 receberam o imunizante da Janssen, que tem o esquema vacinal de dose única (DU). Esse total representa 96,8% da população carioca elegível para a vacinação (a partir de 12 anos) com a imunização iniciada ou concluída. Entre as pessoas que seguem o esquema vacinal de duas doses, 3.382.976 já receberam a D2, o equivalente a 60,9% da população elegível com a imunização completa. As doses de reforço (DR) em idosos já somam 52.360 aplicações.

Eventos-teste


Em paralelo ao aumento da cobertura vacinal da população carioca, avançam também as idades que são cobradas de apresentar o comprovante de vacinação para acessar determinados locais e serviços no Município do Rio. Os eventos-teste que começam a ser realizados na cidade são outra oportunidade em que é obrigatório comprovar estar imunizado.

Temos muita certeza de que devemos começar a oferecer alternativas seguras para a população. É importante dar opções para as pessoas terem lazer com menos risco“, afirma Soranz.

Em três desses eventos já realizados, todos jogos de futebol, nos dias 15, 19 e 22 de setembro, o público precisou apresentar, além do comprovante vacinal, resultado negativo de covid-19 em exame realizado em, no máximo, 48h antes do início do evento. A partir dessa testagem, foi identificado um percentual de infectados com coronavírus de 0,9%, 1,1% e 0,2%, respectivamente. Essas pessoas foram impedidas de ingressar nos estádios, preservando a segurança dos eventos.

Desde o protocolo até o pós-jogo, a Prefeitura está atenta a cada etapa do processo de realização dos eventos para termos bons relatórios e acompanharmos os resultados“, esclarece Garcia.

Para serem autorizados no Rio de Janeiro, os eventos-teste devem apresentar protocolo sanitário prevendo testagem e comprovação vacinal por todos os presentes. A fiscalização desses dois condicionantes para a participação do público é de competência do organizador do evento, que, por sua vez, é fiscalizado pelo Ivisa.

Nesses casos de ambiente controlado, com todos o público testado e vacinado, não é necessário o uso de máscaras e o distanciamento. Mas é importante ter clara a ideia de que essa liberação vale apenas para os eventos-teste, com essas condições específicas. Para os demais espaços públicos e de uso coletivo, o uso de máscara e o distanciamento devem continuar sendo respeitados.

Cenário epidemiológico


A 38ª edição do Boletim Epidemiológico apresenta, pela primeira vez em 2021, todo o mapa de risco da cidade para transmissão da covid-19 na classificação amarela. Todas as 33 regiões administrativas (RAs) do município estão no estágio de atenção de risco moderado no indicador que considera as internações e óbitos.

Além desses dois índices, casos notificados por covid-19 e os atendimentos na rede de urgência e emergência por síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave na capital também mantêm a tendência de queda sustentada. Reflexos disso que valem destaque são a fila zerada por leito de covid-19 e uma das menores taxas de hospitalização desde o início da pandemia.

O 38º boletim mostra que, desde março de 2020, o Município do Rio soma 478.525 casos de covid-19, com 33.607 óbitos. Em 2021 são 262.732 casos e 14.532 mortes. A taxa de letalidade deste ano está em 5,5%, contra 8,8% em 2020; e a de mortalidade, em 218,2 a cada 100 mil habitantes, contra 286,4/100 mil no ano passado. A incidência da doença é de 3.944,1/100 mil, quando em 2020 era de 3.239,5/100 mil.

 

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