Foto: Divulgação

Que Pena, não vai cair…

Nove meses depois de estrear na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, o jornalista e escritor Eduardo Bueno traz ao Méier nesta quinta (22) a versão teatral de “Não Vai Cair no Enem”, programa que, há mais de dois anos, ele apresenta semanalmente em seu canal Buenas Ideias no YouTube, onde já se aproxima dos 500 mil seguidores.

(Denise Dambros/Divulgação)

Peninha, como é conhecido o autor de livros como “Viagem do Descobrimento”, “Náufragos, Traficantes e Deserdados” (ambos pela Objetiva, 1998) e  “Brasil, Uma História – A Incrível Saga de um País” (Ática, 2003), leva ao palco do Imperator a mistura de história e humor politicamente incorretíssimo, que consagrou na internet por livre e espontânea pressão de Marcelo Madureira, que, assim como os demais integrantes do Casseta& Planeta, participaram com ele do programa “Extraordinários”, durante a Olimpíada de 2016.

“O Madureira veio com esse papo… ‘Peninha, você nasceu para a internet, porque sempre contando história’. Eu não curtia muito a ideia, porque não sou youtuber… Felipe Neto, mas ele teve 40 dias [durante os Jogos] para me encher o saco e me ganhou no cansaço”, explica o sempre sarcástico escritor. O Casseta, que também no YouTube, ainda dividiu com Madureira o quadro de anárquicos debates “Contraditórios”, também sugeriu o nome “Não Vai Cair no Enem” – este prontamente aceito. 

“A história do Brasil não pode ficar aprisionada na sala de aula. Os alunos se condicionam a aprender só o que vai cair na (…) do Enem”, desce a lenha Peninha, que assina roteiro e com figurino de Sônia Tomé, cenografia de Jorge Roriz e iluminação de Vilmar Olos. 

Assumindo que usa o humor como forma de provocação à busca pelo conhecimento, ele ressalta que, a exemplo do YouTube, passa referências bibliográficas dos episódios históricos que encena e sobre os quais faz piada. “Como digo no canal, se você quiser saber como as coisas de fato foram, aí você ter que ler”.

Não Vai Cair no Enem. Imperator – Centro Cultural João Nogueira. Rua Dias da Cruz, 170, Méier. Tel.: 2597-3897. Apresentação única nesta quinta (22), às 21h. Entrada: R$ 60 (inteira) / R$ 30 (meia). Vendas no local, a partir das 13h ou pelo site Ingresso Rápido. Capacidade: 642 espectadores.

Vão ficar em Pé
Com outro Casseta em sua atual formação, o “Comédia em Pé” estreia também nesta quinta (22) temporada de pocket show no Galeria Café, em Ipanema. Integrando o quinteto de humoristas na temporada deste ano, Hélio de La Peña se junta a Ju Querido, Ricardo Pipo, Felipe Absalão e o fundador Claudio Torres Gonzaga, desde 2005 à frente da montagem que traduz ao pé da letra a tradição da standupcomedy americana.

Nesses 14 anos, já passaram pelo “Comédia em Pé” o cofundador Fernando Ceylão, Léo Lins,

Fábio Porchat e Fernando Caruso, entre outros.

Comédia em Pé. Galeria Café. Rua Teixeira de Melo, 31, Ipanema (quase na Praça General Osório). Quintas-feiras, às 21h, com abertura da casa às 20h30. Até 12 de setembro. Ingressos: R$ 25 (na porta) / R$ 20 (antecipados, no site Sympla. Capacidade: 80 pessoas.

Né brinquedo não?
Bonequinhos de lados opostos chegam aos cinemas do Rio nesta quinta (22)
O lado do Bem vem com o recurso à magia através de figuras de porcelana que ganham cores diferentes quando humanos despejam chá em seus corpos”, no infantil “Os Brinquedos Mágicos”, animação do chinês Gary Wang. A exceção é Nathan, debochado por ser o único a não ganhar cor ao ser banhado em chá. Isso até um robô aparecer na loja, dizendo ser do futuro e chamando ele e os amigos para uma viagem pelo futuro.

O Mal volta com o remake do já clássico “Brinquedo Assassino”, oitavo filme estrelado pelo feioso Chucky, mas o primeiro a retomar o enredo original, de 1988, ainda que com algumas modificações. 

O boneco, que encarnava o espírito do serial killer Charles Lee Ray, após este ser morto pela polícia, volta a ser o presente de Grego de Karen, agora interpretada por Aubrey Plaza, para o filho Andy (Gabriel Bateman). 

Desta vez, porém, Chucky é um robozinho de inteligência artificial e passa a abrigar o alter ego do perturbadíssimo funcionário da loja onde ele estava à venda e que desativa todos os seus dispositivos de segurança, antes de se suicidar.

Também estreiam o italiano “Entre Tempos” e o colombiano “Pássaros de Verão”. 

Dirigido por ValerioMieli, o primeiro conta a história de um casal apaixonado, mas muito diferente um do outro. Ao longo dos anos, o otimista Lui (Luca Marinelli) e a nostálgica Lei (Linda Caridi) vivem em altos e baixos emocionais, entre alegrias, tristezas e uma coleção de frustrações.

O segundo narra uma guerra de clãs do interior da Colômbia, durante a década de 1970, a partir do dilema de aderir ou não à prática – lucrativa, mas ilegal (e bastante perigosa) de plantar e vender maconha para o tráfico internacional. 

ThroughClassicalThursday 

A programação clássica é concorrida nesta quinta (22), a começar pelo Theatro Municipal, onde a OSBM (Orquestra Sinfônica de Barra Mansa ) se apresenta com um casal de virtuoses internacionais: a violoncelista canadense Amanda Forsyth e o maestro e violinista israelense Pinchas Zukerman, que fará a regência, em concerto organizado pelaDell’Arte.

Nascido em TelAviv, em 16 de julho de 1948 – dois meses e dois dias após a oficialização da independência de Israel –, Zukerman emigrou, na década de  1980, para os Estados Unidos, onde estudou na prestigiosa Julliard School, em Nova York, e dirigiu a Orquestra de Câmara de Saint Paul, em Minnesota. Em seguida, foi para o Canadá, onde se tornou diretor musical da Orquestra do Centro Nacional de Artes, de Ottawa.

Também com passagem pela Julliard, Amanda nasceu em 1966 e, aos  dois anos, foi com a família para a África do Sul, onde aos três, começou a aprender violoncelo. Ela também viveu em Londres e, no Canadá, foi solista mais jovem selecionada pela Filarmônica de Calgary, em 1993. Seis anos depois, tornou-se a principal violoncelista da Orquestra do Centro Nacional de Artes, de Ottawa, regida pelo marido. 

Com o desejo de se dedicar à música de câmara, o casal fundou, em 2015, o ZukermanChamber Players, além de se apresentar em duo com diversas orquestras pelo mundo.

Sobre o palco doTheatro Municipal, eles apresentam, com a OSBM, o “Concerto para Violino em Ré maior (opus 61), composto em 1806 por Beethoven, e, saltando algumas décadas para o período romântico, duas peças do tcheco AntonínDvorak (1841-1904): “Os Bosques Silenciosos” e a “Sinfonia Nº 8 em Sol maior (opus 88).

OSBM + Amanda Forsyth e Pinchas Zukerman. Theatro Municipal. Praça Floriano, s/nº, Cinelândia. Tel.: 2332-9191. Quinta (22),  às 20h. Ingressos de R$ 40 a R$ 300 no local ou pelo site da Dell’Arte. Capacidade: 2.226 espectadores.

Por falar em música de câmara, a escola de música da Uni-Rio traz uma boa opção, com entrada gratuita. Formado no ano passado, quando já venceu o prêmio de “Melhor Intérprete de Música Clássica” no Festival de Música da Rádio MEC 2018, o Quarteto Kalimeratoca às 18h, na  Sala Alberto Nepomuceno. 

Luísa de Castro (1º violino), Tomaz Soares (2º violino), Jessé Máximo Pereira  (viola) e Daniel Silva (violoncelo) apresenta três quartetos de cordas: “Em Fa Maior”, de Maurice Ravel (1875-1937), e “Em Ré menor nº 61 (opus 76, nº 2) de Joseph Haydn (1732-1809), além do “Juvenil (nº1)”, do brasileiro contemporâneo Ricardo Tacuchian – que, em novembro, completa oito décadas de vida. 

Quarteto Kalimera. Instituto Villa-Lobos (Uni-Rio). Av. Pasteur, 436, fundos, Praia Vermelha. Quinta (22), às 18h. Grátis. 

Já na Sala Cecília Meirelles, o consagrado Duo Assad comemora 40 anos de carreira em seus violões com um repertório que vai Tom Jobim a AstorPiazzolla (“Bandoneon /Zita”), passando pelo italiano Mauro Giuliani (1781-1829), um dos primeiros compositores clássicos a se notabilizar por escrever para violão solo ou como instrumento principal.

Eles mostram seu arranjo para “Variaciones Concertantes (opus 130)”, de Giuliani, além de composições de Joaquin Rodrigo, Isaac Albeniz e do próprio Sérgio Assad, que forma o duo com o irmão Odair desde 1979. 

Duo Assad. Sala Cecília Meireles. Largo da Lapa, 47. Tel.: 2332-9223. Quinta (22), às 20h. Entrada: R$ 40 (inteira) / R$ 20 (meia), no local ou  pelo site Ingresso Rápido

O assunto é jazz…

Na Muda – Pianista, compositora, diretora musical e, por vezes, até cantora, Delia Fischer

comemora 30 anos de carreira e lança o novo álbum “Tempo Mínimo”, dentro do festival Levada e em família,  acompanhada pelo marido Matias Correa (chapmanstick, voz e baixo vocal) e pelo filho Antonio Fischer-Band (teclados, guitarra, bateria e loops).

Com repertório que passeia entre o jazz moderno de ChickCorea e cia. e diversas variantes da música brasileira, Delia mostra faz duas apresentações, com versões e composições próprias, como “Mercado” – parceria com Thiago Picchi, premiada em no 16º IMA (Independent Music Awards), em Nova York, no ano passado.

Delia Fischer. Centro da Música Carioca Artur da Távola. Rua Conde de Bonfim, 824, Tijuca (Muda). Tel.: 3238-3831. Quinta (22), às 20h e sexta (23), às 23h. Entrada: R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia) vendas só no local e em dinheiro (não aceita cartão). Capacidade: 159 espectadores.

Na Cinelândia – O baterista Guga Pelliccioti comanda a roda de jazz, que roda de jazz, em que recebe convidados, em frente à Banca do André, na Rua Pedro Lessa, entre a Biblioteca Nacional e o CCJF (Centro Cultural Justiça Federal), junto à linha do VLT. A partir das 18h, podendo ir até 1h. Gratuito.

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