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O descontentamento do eleitorado com a política brasileira é, atualmente, mais do que nítido. Contudo, em poucos locais a rejeição do cidadão aos candidatos como um todo se mostrou tão claramente como no Rio de Janeiro.

Repetindo o ocorrido no primeiro turno, os percentuais de abstenção, voto em branco e voto nulo foram altíssimos na capital fluminense neste segundo turno, chegando ao ponto de as abstenções superarem a votação de Marcelo Freixo e da soma das abstenções com brancos e nulos superarem os votos totais do vencedor, Marcelo Crivella.

Na região metropolitana não foi diferente. Tivemos altos índices de não voto em Belford Roxo, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São Gonçalo e, principalmente, Niterói, onde abstenções, brancos e nulos, somados, superam a votação do vencedor, o Prefeito reeleito Rodrigo Neves.

Além disso, muitos eleitores afirmam, nas redes sociais, ter votado naqueles candidatos que enxergam como “menos piores”. Não há dúvida, por exemplo, de que um percentual considerável dos votos de Crivella advém de pessoas que, na verdade, o escolheram por rejeitar mais Marcelo Freixo do que o candidato do PRB.

Adicionalmente, em diferentes cidades do país e do estado, foram eleitos vereadores e prefeitos que defendem a negação do sistema político vigente.

Fica comprovado que a política precisa, urgentemente, de mais conexão com os anseios da sociedade, de programas de governo que venham de encontro às necessidades da população e, especialmente, de candidatos com credibilidade, que talvez só possam emergir da renovação dos quadros políticos.

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