A Prefeitura do Rio, por meio da Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, subordinada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), participou, na última semana, de uma videoconferência com o Departamento de Gestão de Emergências da Cidade de Nova York (EUA), para troca de informações referentes ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus – Covid-19. O evento fortalece as relações entre as cidades neste momento de crise, favorecendo cooperações futuras. Em maio, a Defesa Civil municipal interagiu, também por videoconferência, com Madri (Espanha).

A call aconteceu na segunda-feira (22/06), reunindo o coordenador executivo da Defesa Civil municipal, coronel bombeiro Wanius de Amorim; a relações internacionais do órgão, Lívia Lomar; e a diretora de Relações Intergovernamentais do Departamento de Gestão de Emergências da Cidade de Nova York, Yokarina Duarte.

“Os dois órgãos compartilharam seus planos de reabertura, indicadores diários, estratégias de prevenção e desafios, e, por fim, reconheceram o quanto têm em comum no que diz respeito aos seus programas junto à população, deixando em aberto futuras oportunidades de contato para novas trocas”, afirma Lívia Lomar.

O primeiro contato entre os órgãos se deu em 23 de março, em meio ao pico da pandemia de Covid-19 na cidade norte-americana. Entre os assuntos da última reunião, NY mencionou os desafios enfrentados pela administração local, como a sobrecarga dos IMLs; o funcionamento do metrô durante a reabertura, por se tratar de um órgão gerido pelo Estado e não pela prefeitura; e a obrigatoriedade do uso de máscaras.

Sobre o plano de retomada carioca, a Defesa Civil citou a abertura dos shoppings, após avaliação do comitê científico. E, entre as medidas de combate à pandemia, destacou as ações de desinfecção da Prefeitura nas comunidades; e a inauguração, no domingo, 21/06, do primeiro Polo de Cuidado Comunitário, em Campo Grande, para levar assistência aos pacientes com primeiros sintomas e suspeita da doença.

Yokarina apresentou a estratégia do Departamento de Saúde de NY para testagem em comunidades mais vulneráveis, de acordo com os índices de entrada em hospitais; o fornecimento de hospitais móveis (adicionais) para ajudar a reduzir o número de pacientes nos hospitais locais; e a parceria com companhias aéreas locais para oferta de voos gratuitos a profissionais de saúde de outros estados que desejassem ajudar a cidade, bem como estadia em hotéis.

As duas cidades também falaram sobre ferramentas de comunicação em massa, com a Defesa Civil comentando sobre a utilização do sistema de alerta e alarme sonoro em comunidades para orientar a população e reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus.

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