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A Baixada Fluminense ganhará uma delegacia especializada em investigar desaparecimentos. A notícia foi anunciada pelo secretário da Polícia Civil, Allan Turnowski, ao presidente da CPI das Crianças Desaparecidas da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Alexandre Knoploch (PSL), na última sexta-feira (24/09). O secretário de Estado também garantiu que o “Alerta Pri” – sistema de alerta com informações e imagens de crianças desaparecidas nos celulares – começará funcionar já no próximo mês.

Tanto a criação de uma delegacia voltada para o desaparecimento na Baixada quanto o Alerta Pri, eram duas das principais demandas da Comissão de crianças desaparecidas da Alerj criada pelo deputado estadual Alexandre Knoploch (PSL).

“O que se tem hoje na Baixada são as mães indo registrar o desaparecimento de seus filhos na Delegacia de Homicídios da Baixada, um completo desrespeito. Para todo o Estado, só temos uma delegacia especializada nisso, a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), que fica na capital”, explicou Knoploch.

Questionado por Knoploch, Turnowski explicou que a nova delegacia provavelmente ficará em São João de Meriti.

Temos um compromisso do governador, de que, assim que o novo concurso acontecer, teremos uma nova DDPA (Delegacia de Descoberta de Paradeiros), em São João e Meriti”, anunciou.

“Hoje, 90% das crianças que desaparecem no Estado são encontradas. Mas estamos focados nos 10% dos quais não se tem notícias. E continuaremos trabalhando”.

Outro assunto abordado no encontro foi o mal atendimento dado aos familiares das crianças desaparecidas.

“As mães nos relatam que alguns agentes se recusam a registrar os desaparecimentos e pedem que os familiares aguardem 24 horas. É um absurdo”, expôs Knoploch.

Também presente no encontro, o subcorregedor geral da Polícia Civil, Sergio Lomba, divulgou um número de telefone, para denúncias de irregularidades.

“Através do 2332-9733 recebemos todas as denúncias de mal atendimento. O desaparecimento deve ser registrado imediatamente”, explicou Lomba.

Criada para investigar o desaparecimento de crianças e adolescentes no Estado, a CPI das Crianças Desaparecidas já recebeu diversas entidades ligadas à causa para ouvir denúncias, sugestões e construir políticas públicas. Também através da Comissão, um grupo de trabalho envolvendo as operadoras de telefonia está retirando a lei “Alerta Pri” (lei 9.182/2021) do papel.

A legislação foi regulamentada em março deste ano e determina a divulgação de nome, características físicas e até imagens de crianças que venham a desaparecer no Estado, por meio de SMSs. A iniciativa foi inspirada no Alerta Amber, dos Estados Unidos. No Rio de Janeiro, foi batizado de Alerta Pri em homenagem à Priscilla Belfort, funcionária pública desaparecida há 14 anos, irmã do lutador Vitor Belfort.

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

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