Nas últimas semanas temos comentado aqui neste Diário do Rio sobre a má vontade da atual Prefeitura com o Carnaval, além da má administração em diversas funções essenciais. Crivella vai fazendo uma gestão mal avaliada e, enquanto isso, o Rio vai perdendo em diferentes frentes.

Notícias dos últimos dias mostram que o Rio de Janeiro perdeu, nos últimos anos, 25% das suas ligações aéreas. No caso específico dos voos domésticos que saem ou chegam ao Galeão, a perda foi de mais de 35%. Em breve, não teremos mais voos diretos para Nova Iorque ou Orlando, por exemplo. Ao mesmo tempo, São Paulo reduziu o ICMS que afeta a aviação e obriga companhias aéreas, para que possam usufruir da redução, a oferecer voos que estimulem o carioca a voar para São Paulo e de lá pegar seu voo internacional. Nossa cidade passaria a ser secundária.

Dentro do mesmo cenário, chega a informação de que, entre 2017 e 2018, 16 hotéis fecharam no Rio. O histórico e icônico hotel Novo Mundo será mais uma vítima desse processo. Quantas pessoas ficaram desempregadas na hotelaria por conta dessa situação? Ou mesmo na gastronomia, no entretenimento e na produção de eventos? Quanto perde o comércio?

Seria de se esperar que o prefeito Crivella tomasse iniciativas no sentido de fortalecer o turismo em nossa cidade, seja de negócios ou a passeio, seja nacional ou internacional, visando a retomada dos voos que estão deixando de existir e a sobrevivência dos hotéis que geram empregos e renda. Contudo, inacreditavelmente, o alcaide joga contra.

Embora seja verdade que o desfile das escolas de samba do Grupo Especial pode sobreviver com recursos privados por ter enorme apelo comercial, o mesmo não se pode dizer sobre os desfiles dos grupos de acesso, principalmente os ocorridos na Intendente Magalhães. As escolas menores, igualmente, geram centenas de empregos e atraem turismo. Crivella, porém, decidiu deixar todas sem apoio significativo. Além disso, os blocos carnavalescos que atraem visitantes e não recebem dinheiro público estão sendo cercados de uma burocracia excessiva que só pode ter como objetivo inviabilizar sua existência. Nesse caso, não havendo a justificativa da economia de recurso público, qual seria a razão?

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Fica claro que o motivo é filosófico, com o prefeito atrapalhando o carnaval pois coloca como prioridade suas crenças , sendo estas opositoras da folia. Se por um lado qualquer doutrina pode se opor ao que quiser, o prefeito institucionalmente precisa governar para todos e, principalmente, para estimular a atividade econômica, a geração de empregos e a renda de sua cidade.

Para finalizar, vale citar que, mesmo com o cenário adverso, o carnaval mostrou seu potencial e provou que, bem utilizado, pode ser uma arma contra a perda de voos, hotéis e renda:  Foi contabilizada movimentação de R$ 3,78 bilhões com a folia na cidade, maior que previsão inicial de R$ 2,1 bilhões.

Todo apoio a um carnaval que utilize corretamente os eventuais recursos aplicados e que tenha blocos organizados e que não atrapalhem o ir e vir e a ordem urbana. Isso seria um golaço. Mas o prefeito parece preferir, num momento que já é difícil, fazer gol contra.

6 COMENTÁRIOS

  1. Ele só preocupa em aumentar os IPTU, indústria de multas , saúde péssima, cidade cheia de buracos, sem segurança, capim , lixos, árvores caídas desde último temporal! Esse cara não vai conseguir as eleger para mais nada, se depender da maioria dos cariocas.

  2. A cidade o estado do Rio de Janeiro, não são para amadores. Elegeram Crivella, agora aguentem a falta de competência, não é questão de religião, ele é amador mesmo. Esperamos que na próxima o carioca pense melhor antes de teclar a tecla verde para não reclamar depois.

  3. Carnaval é uma indústria, o prefeito joga contra porque é burro demais para entender isso.. conforme os números acima, a queda na receita do carnaval beira uns 30% (no auge chegou a 5 bi), são bilhões de reais jogados na lata de lixo..

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